A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira uma operação contra o desembargador Magid Nauef Láuar, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), após encaminhamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O magistrado foi afastado cautelarmente para assegurar que as investigações ocorram sem interferências.
O CNJ informou que surgiram denúncias de assédio sexual e abuso envolvendo Láuar. Ao menos cinco vítimas foram ouvidas, incluindo uma moradora do exterior.
Relatos apontam para a suposta prática de crimes contra a dignidade sexual atribuídos ao desembargador durante seu tempo como juiz nas comarcas de Ouro Preto e Betim, em Minas Gerais.
Segundo o CNJ, o afastamento cautelar tem o objetivo de preservar a credibilidade da magistratura e o regular funcionamento da Justiça, assegurando que as investigações transcorrem sem interferências e sem juízos antecipados.
A Jovem Pan informou que tenta contato com a defesa do magistrado; o espaço para manifestação ainda não teve resposta. A matéria ganhou repercussão após o desembargador ter absolvido, no passado, um homem acusado de relação com uma menor, decisão que gerou controvérsia.
Após repercussão, o desembargador apresentou um recurso do Ministério Público e reviu sua decisão, ordenando a expedição de mandados de prisão contra o homem e a mãe da vítima, detidos nesta quinta-feira (26).
O CNJ reiterou que as investigações visam manter a credibilidade da instituição e a confiança da população no Poder Judiciário, não configurando culpa até o encerramento do processo disciplinar.
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