Paulo Azi, deputado federal da Bahia pelo União Brasil, afirmou haver espaço para avanços na discussão sobre o fim da escala 6×1, tema no qual atua como relator na CCJ da Câmara. Em entrevista à GloboNews nesta quinta-feira (26), ele ressaltou a necessidade de cautela para evitar impactos negativos sobre empresas e trabalhadores.
A CCJ acolheu duas propostas de emenda à Constituição (PECs) sobre o tema. Uma, apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), propõe reduzir a jornada de 44 para 36 horas semanais sem alterar a escala de trabalho. A outra, de Érica Hilton (PSOL-SP), além de reduzir para 36 horas, sugere substituir a escala 6 por 1 pelo regime 4 por 3 — quatro dias de trabalho e três de descanso. Azi afirma que não se pode considerar avanço uma mudança que reduza jornadas e reduza salários.
Sobre a transição, Azi afirmou que mudanças desse porte não podem ocorrer da noite para o dia e defende a construção de uma regra de transição para permitir a adaptação gradual de empresas e trabalhadores. Segundo o parlamentar, setores intensivos em mão de obra, como comércio e serviços, especialmente micro e pequenas empresas, tendem a sofrer mais com a redução da jornada.
Azi informou ter apresentado requerimento para convidar os ministros Luiz Marinho (Trabalho) e Fernando Haddad (Fazenda) a participarem do debate na CCJ, para esclarecer qual proposta o governo defende e se há disposição para discutir medidas de mitigação de impacto econômico. Ainda não há data para apresentação do parecer, mas debates devem ocorrer nos próximos dias.
Como isso pode afetar a sua cidade e o seu setor? Compartilhe a sua opinião nos comentários sobre a possível transição da jornada de trabalho e quais ajustes seriam necessários para equilibrar empregos, empresas e famílias.

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