Alvo de requerimento de quebra de sigilo aprovado pela CPMI do INSS, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aparece ligado a uma viagem a Portugal com passagem aérea e hospedagem pagas pelo lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. A viagem teria sido relatada por Lulinha a pessoas próximas.
Segundo a reportagem do jornal Estado de S. Paulo, Lulinha teria dito ter viajado com o Careca do INSS para visitar uma fábrica de produção de cannabis com fins medicinais. O filho do presidente nega ter fechado negócios ou recebido qualquer pagamento do lobista.
Os nomes de Fábio Luís Lula da Silva e do Careca do INSS surgiram quando um ex-funcionário do lobista afirmou à Polícia Federal que os dois eram sócios e que o advogado pagava R$ 300 mil mensais ao filho do presidente. A PF abriu investigação para apurar as ligações entre Lulinha e o Careca do INSS.
Relatos de interlocutores indicam que Lulinha se aproximou do lobista porque ele era amigo em comum da empresária Roberta Luchsinger, também investigada pela PF por ter recebido pagamentos de Antunes. O filho do presidente teria sido convidado a visitar a fábrica de cannabis medicinal em Portugal.
De acordo com informações apuradas pelo Estadão, Lulinha tería viajado no fim de 2024, em primeira classe, com tudo pago pelo lobista, e ficou hospedado em hotel indicado por Antunes. Fontes próximas dizem ainda que ele teria sido apresentado ao Careca do INSS por Roberta Luchsinger.
A relação entre Lulinha e o Careca do INSS é um dos principais focos da oposição na CPMI do INSS. A votação de um requerimento para quebra de sigilo do filho do presidente, na última quinta-feira, gerou bate-boca e foi alvo de recurso para anulação por suposta fraude, encaminhado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Além da CPMI, a PF também avança sobre as finanças de Fábio Lulinha. No fim de janeiro, o ministro André Mendonça, do STF, quebrou os sigilos bancário, fiscal e telemático do jovem, atendendo a um pedido da PF.
Sobre as suspeitas, o presidente Lula afirmou ter conversado com o filho após o nome dele surgir na CPMI. Lula contou que chamou Lulinha ao Palácio do Planalto para uma conversa e o alertou de que, se houvesse envolvimento com os descontos indevidos, ele deveria “pagar o preço”; caso contrário, deveria se defender.
A defesa de Lulinha sustenta que ele não participou das fraudes do INSS e que está à disposição da Justiça. Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas, disse que Fábio já havia se colocado à disposição do STF por meio do advogado Guilherme Sugimori para prestar esclarecimentos. Em tom irônico, Lulinha teria perguntado: “cadê a chave da minha Ferrari de ouro?”, segundo relatos da defesa.
Este caso segue em aberto, com desdobramentos aguardados tanto na CPMI quanto nas apurações da PF. O tema ganha relevância política e jurídica conforme novas informações vêm à tona.
Agora, queremos saber a sua opinião: você acha que as investigações vão esclarecer o envolvimento de Lulinha nessas ações ou que novos elementos podem mudar o rumo do processo? Deixe seu comentário.

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