O líder do PSOL na Câmara, deputado Tarcísio Motta, entregou pessoalmente ao presidente da Casa, Hugo Motta, um documento cobrando explicações sobre a demora no andamento dos processos disciplinares contra os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC). A Comissão de Ética já havia decidido pela suspensão de dois meses desses parlamentares em razão da ocupação da Mesa Diretora em 2025.
O que Motta aponta é que os recursos apresentados pelos deputados ainda não chegaram à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), o que atrasa o prosseguimento das penalidades. Ele compara o atraso com casos de outros deputados, como Chiquinho Brazão, Glauber Braga e Flordelis, cujos recursos foram despachados pela Mesa Diretora em prazos bem menores, às vezes no mesmo dia.
A paralisação gera preocupação especialmente em ano eleitoral. A Câmara costuma encerrar atividades após o recesso de julho e retomar apenas no fim de outubro, o que reduziria ainda mais o tempo para a aplicação das penalidades. No documento, Motta cobra que, se não houver justificativa para a demora, os despachos sejam feitos imediatamente para viabilizar o andamento regimental das matérias.
O caso acende o debate sobre celeridade nos processos da ética parlamentar, sobretudo quando envolvem a ocupação de espaços de comando na Mesa Diretora. Enquanto o processo tramita, a atuação da CCJC e da Mesa Diretora pode influenciar o calendário legislativo e as consequências para os deputados envolvidos.
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