O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou na manhã desta segunda-feira (2/3) com Celso Amorim, chefe da assessoria especial da Presidência, sobre a situação no Oriente Médio. A conversa reflete a preocupação brasileira com o aumento das tensões na região.
O governo brasileiro acompanha de perto a escalada, que se intensificou após o ataque coordenado entre EUA e Israel, que, segundo relatos, matou o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, no sábado (28/2).
Em retaliação, o Irã lançou ofensivas contra diversos países, ampliando o conflito pela região. A tensão aumentou com confrontos entre o Hezbollah, do Líbano, e Tel Aviv, desde a noite de domingo (1º/3).
O Ministério das Relações Exteriores expressou preocupação com o acirramento do conflito no Oriente Médio. Em nota, condenou quaisquer medidas que violem a soberania de terceiros e defendeu uma resolução por vias diplomáticas.
Além disso, o titular do Itamaraty, Mauro Vieira, conversou com o chanceler dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed Al Nahyan, sobre a situação de brasileiros retidos em Dubai e Abu Dhabi. Dezenas de brasileiros estão sem conseguir sair da região após países fecharem o espaço aéreo em meio ao aumento das hostilidades.
A decisão afetou voos para Dubai e Doha, no Catar, que realizam centenas de conexões diariamente, impactando rotas para várias regiões do mundo.
O Brasil segue monitorando o conflito e trabalha para manter o diálogo entre as partes. A crise serve de alerta sobre os riscos à segurança de cidadãos brasileiros no exterior. Deixe nos comentários sua opinião sobre o papel diplomático do Brasil diante da crise no Oriente Médio.

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