Castro conta a aliados detalhes de jantar e uísque pagos por Vorcaro

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Resumo: o ex-governador Cláudio Castro, alvo de investigações relacionadas ao Caso Master, discute com aliados que um jantar e a degustação de uísque em Nova York, pagos pelo banqueiro Daniel Vorcaro, não violariam a lei. A Polícia Federal citou o episódio para mostrar proximidade entre Castro e Vorcaro, que teria contribuído com recursos para o grupo Master.

O jantar aconteceu em maio de 2023, no renomado Nusr-Et Steakhouse, em Nova York, e Vorcaro teria organizado a refeição, custeando cerca de US$ 13,3 mil (em torno de R$ 66 mil). Segundo Castro, estavam presentes cerca de 20 pessoas, entre eles a esposa e assessores, e o grupo foi “preparado para pagar a conta”, mas ele se sentiu surpreendido pelo gesto do banqueiro.

Em diálogo com aliados, Castro compartilhou que à mesa vizinha estava Mauro Mendes, então governador de Mato Grosso, hoje pré-candidato ao Senado. Mendes, por sua vez, informou que a viagem a Nova York teve despesas financiadas com recursos próprios, sem relação com Vorcaro ou o Master.

Já sobre a degustação de uísque, Castro afirma que houve participação de cerca de 40 pessoas, incluindo deputados do MDB e do Republicanos, além de, segundo relatos, o filho de um ministro do Supremo (Rodrigo Fux) entre os presentes. O advogado Rodrigo Fux foi apontado pela PF entre os presentes, mas, segundo fontes próximas à família, ele deixou a degustação cedo, avaliando o ambiente como menos formal do que esperava, e o escritório dele não prestou serviços a Vorcaro ou ao Master.

A defesa de Castro já planeja apresentar informações à PF e ao STF, incluindo como conheceu Vorcaro. Segundo aliados, o ex-governador narra que o primeiro contato ocorreu no Carnaval de 2023, em um camarote na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, quando foi apresentado ao banqueiro por um executivo da área de comunicação. A leitura interna é de que os encontros teriam sido tratáveis sob os padrões legais, mas continuam sob análise das autoridades.

A PF segue investigando o Caso Master, com frentes que envolvem caminhos financeiros entre Vorcaro e o grupo, assim como a atuação de atores públicos. Castro sinaliza que usará a defesa para esclarecer as circunstâncias, inclusive o modo como conheceu Vorcaro e como as interações ocorreram no âmbito de eventos sociais de alto perfil.

Além disso, o ex-governador voltou a destacar que não houve ilegalidade aparente nas situações descritas pela PF e que qualquer mal-entendido será esclarecido durante o processo de apuração, com o objetivo de manter o foco nos fatos e nas evidências apresentadas pelas autoridades.

E você, como encara os relatos sobre encontros entre figuras públicas e agentes financeiros de alto perfil? Acredita que eventos sociais podem influenciar decisões políticas, mesmo sem ilegalidades comprovadas? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa.

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