Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos desde janeiro de 2025, afirmou nesta segunda-feira que uma “grande onda” de ataques ainda está por vir na guerra contra o Irã. Em uma ligação de nove minutos com Jake Tapper, da CNN, ele disse que os EUA estão “dando uma surra” no Irã e que “a grande onda ainda nem chegou” — sinalizando que a ofensiva pode se intensificar em breve.
Questionado sobre a duração do conflito, Trump disse que não quer que a guerra se prolongue e que o país está adiantado em relação ao cronograma. “Acho que está indo muito bem. Temos as melhores forças armadas do mundo e estamos usando-as”, afirmou, ampliando a leitura de que o esforço está em curso com expectativa de resultados rápidos.
O presidente acrescentou que os EUA promoverão ações para ajudar o povo iraniano a retomar o controle do país, mas, por ora, pediu que todos permaneçam em casa: “Não é seguro lá fora”. Ele destacou que a maior surpresa desde o início do conflito foram os ataques do Irã contra países árabes da região — Bahrein, Jordânia, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos —, e afirmou que 49 líderes iranianos teriam morrido durante os ataques.
Trump também mencionou tentativas de negociação com o regime iraniano, dizendo que não houve acordo sobre o enriquecimento de urânio e que o material enriquecido estava em estado tão ruim que “a montanha basicamente desabou”. Em entrevista ao New York Post, ele não descartou a possibilidade de enviar forças terrestres caso fosse necessário, afirmando que “provavelmente não precisamos delas” ou que poderiam ser enviadas se chegasse a haver necessidade.
Horas antes, o republicano criticou Keir Starmer pela demora em permitir que os EUA utilizassem bases britânicas em operações contra o Irã. Starmer acabou cedendo e autorizou o uso dessas bases para fins defensivos específicos e limitados, incluindo a possibilidade de atacar instalações de mísseis iranianos, conforme solicitado por Washington. Entre as bases envolvidas está o estratégico Diego Garcia. O primeiro-ministro britânico afirmou que o Reino Unido não se juntará aos ataques neste momento, mas continuará com ações defensivas na região.
A postura de Starmer foi descrita pelo próprio Trump como inédita entre os dois países, e ele indicou que a decisão demorou mais do que o esperado. Com esses desdobramentos, o cenário na região segue tenso, com impacto potencial sobre aliados e operações militares em andamento.
Qual é sua leitura sobre esse momento e os riscos de uma escalada maior na região? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como você avalia o papel de aliados, bases militares e ações para a estabilidade global.

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