Advogado que faltou à CPMI do INSS é localizado e será conduzido na 5ª

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CECÍLIO GALVÃO é lobista de entidades da farra do INSS - METRÓPOLES
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O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou que Cecílio Galvão foi localizado pela Polícia Federal em São Paulo nesta segunda-feira (2/3), após faltar pela segunda vez ao depoimento. Ele deverá ser alvo de condução coercitiva e prestará esclarecimentos na quinta-feira (5/3).

Galvão recebeu R$ 4 milhões de associações investigadas na farra dos descontos indevidos na Previdência Social. A convocação dele foi aprovada em 2025 e marcada para a semana passada, mas ele não compareceu, levando à adoção de condução coercitiva para que preste esclarecimentos.

Até o início da sessão desta segunda, a CPMI havia marcado nova audiência para ouvir Galvão. Segundo o senador Viana, havia pedidos para procurá-lo em São Paulo, no Distrito Federal e em Pernambuco.

A série Farra no INSS, publicada pelo Metrópoles a partir de dezembro de 2023, mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidades de aposentados chegou a R$ 2 bilhões em um ano. As reportagens também apontaram milhares de processos por fraude nas filiações de segurados e levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e a apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal constaram na representação que gerou a Operação Sem Desconto, deflagrada em 23 de abril do ano passado e que resultou nas demissões do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e do ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi.

O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), pediu que Galvão fosse ouvido ainda nesta segunda e solicitou à PF que conduza o advogado às dependências do Senado. Galvão é sócio da empresa Crédito & Mercado, contratada por municípios que aportaram recursos de fundos previdenciários ao Banco Master; a empresa promoveu uma palestra de Eric Fidelis, filho do ex-diretor de Benefícios do INSS, André Fidelis. A dupla recebeu pagamentos milionários de lobistas e de associações ligadas à farra dos descontos indevidos, segundo a PF.

Essas investigações destacam um esquema que compromete a credibilidade da Previdência Social e envolve diversos atores do setor público e privado, com desdobramentos que vão além da esfera administrativa no INSS. O que você pensa sobre as apurações e as consequências para a gestão previdenciária? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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