A Alya Space divulgou à imprensa uma nota para esclarecer seu papel no setor espacial e rebater leituras que a associam a atividades de vigilância estratégica ou aplicações militares. A empresa afirma atuar em bases civis, comerciais e em conformidade com a legislação brasileira e internacional.
Segundo o comunicado, as operações são civis e comerciais, e a Alya Space se coloca à disposição de autoridades, parceiros institucionais e da sociedade para esclarecimentos, reiterando que todas as ações ocorrem dentro de marcos legais e com foco no desenvolvimento sustentável da economia espacial e do benefício à coletividade.
A repercussão ocorreu após matéria do Poder360 citar um relatório de um grupo do Congresso dos EUA que aponta a existência de uma base militar secreta chinesa no Brasil, na sede da Alya, denominada Estação Terrestre de Tucano. O Bahia Notícias apurou a história da empresa, sediada em Salvador, em um prédio da Avenida Tancredo Neves.
A Alya Space descreve-se como empresa brasileira criada no final de 2019, com sede em Salvador, voltada ao desenvolvimento de soluções espaciais sustentáveis para monitoramento ambiental, análise territorial e apoio à tomada de decisão com uso responsável da tecnologia. A companhia planeja uma constelação com até 216 satélites em órbita baixa, destinados a gerar imagens de alta resolução e dados para áreas como agricultura sustentável, resiliência climática, energia e gestão ambiental.
Atualmente, as atividades concentram-se em pesquisa e desenvolvimento e provas de conceito tecnológicas; não há operação comercial prevista para 2027. A conformidade regulatória é destacada: licenças de radiofrequência com a Anatel e coordenação com a UIT, que conferiu o status de operadora de satélites e autorização para uso orbital, seguindo as normas vigentes. A Alya também aponta alinhamento com a Agenda 2030 da ONU, especialmente o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 17, que incentiva parcerias globais.
As interpretações que associam a Alya a atividades de vigilância secreta ou usos militares não refletem a atuação da empresa, segundo o próprio relato, que afirma operar dentro dos marcos legais e com foco no desenvolvimento sustentável da economia espacial e no benefício da humanidade. A Alya Space afirma estar à disposição para esclarecimentos adicionais junto a autoridades, parceiros e à sociedade.
Cordialmente, Aila Raquel Cruz Ribeiro — Fundadora e CEO da Alya Space
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