A Polícia Federal aponta novos desdobramentos da operação Compliance Zero envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo a PF, Vorcaro ocultou de credores e vítimas cerca de R$ 2,2 bilhões em uma conta do pai, Henrique Moura Vorcaro, na gestora de investimentos Reag Investimentos. A conduta ilícita se manteve mesmo após a primeira prisão, em novembro de 2025, e integra a nova fase da operação deflagrada pelo ministro do STF, André Mendonça.
A PF descreve o rombo que o Fundo Garantidor de Crédito precisou cobrir para explicar o tamanho do prejuízo deixado pelo Banco Master no mercado financeiro: quase 40 bilhões de reais.
“Nesse contexto, enquanto o Fundo Garantidor de Crédito sangrava para cobrir o rombo bilionário deixado pelo Banco Master no mercado financeiro, montante que alcança quase 40 bilhões de reais, DANIEL VORCARO ocultava de seus credores e vítimas mais de 2 bilhões de reais junto a empresa conhecida por lavar dinheiro das mais perigosas organizações criminosas do Brasil, conduta ilícita que se perpetuou mesmo após ter sido posto em liberdade”, afirma a PF.
Segundo a PF, o valor estava na conta do pai do banqueiro, Henrique Moura Vorcaro, junto à Reag Investimentos. O recurso foi bloqueado na segunda fase da operação Compliance Zero.
A investigação aponta que, mesmo após ter sido colocado em liberdade, em 28 de novembro do ano passado, a organização criminosa continuou a ocultar recursos bilionários em nome de terceiros, os quais somente foram descobertos em razão das medidas executadas por ocasião da Segunda Fase da Operação Compliance Zero, deflagrada no dia 14/01/2026.
A Reag Investimentos
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