Resumo: O chanceler Mauro Vieira foi convocado pela Câmara para explicar a posição do governo brasileiro sobre a guerra no Oriente Médio. A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, hoje dominada pela oposição, vai ouvir o ministro em data ainda a ser marcada.
Na terça-feira, 3 de março de 2026, o governo Lula manifestou preocupação com a ampliação do conflito para o Líbano, com confrontos entre Israel e o Hezbollah. Em nota divulgada pelo Itamaraty, o governo disse que acompanha, com grande preocupação, a extensão do atual conflito no Oriente Médio para o Líbano, com o lançamento de projéteis pelo Hezbollah contra Israel e ataques israelenses contra o território libanês, incluindo a região de Beirute.
Esta é a terceira nota do governo Lula sobre o conflito na região. O governo condenou o ataque dos EUA e de Israel contra o Irã, que resultou na morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, e destacou que ocorreu durante um processo de negociação diplomática. Em seguida, o governo manifestou profunda preocupação com a escalada das hostilidades na região do Golfo, com disparos de mísseis e drones como retaliação por parte do Irã, e pediu a interrupção de ações militares ofensivas.
A guerra também passa a influenciar os planos da visita de Lula a Washington. O presidente tinha expectativa de realizar a viagem na segunda quinzena deste mês, para discutir a relação bilateral com o presidente americano, Donald Trump, mas integrantes do governo já entendem que a duração do conflito pode atrapalhar o planejamento. O Ministério das Relações Exteriores fez um apelo pela cessação imediata das hostilidades e pelo cumprimento do acordo de cessar-fogo de 2024, bem como da Resolução 2006 do Conselho de Segurança da ONU. Além disso, não há registros de brasileiros mortos nos ataques, segundo o Itamaraty.
Embaixadas brasileiras no Líbano e na região mantêm contato com os brasileiros residentes e disponibilizam recomendações nas páginas oficiais e nas redes sociais.
Palavras-chave: Mauro Vieira, guerra no Oriente Médio, Brasil, Itamaraty, Hezbollah, Beirute, Lula, Donald Trump, ONU.
Qual a sua leitura sobre a postura brasileira diante do conflito? Compartilhe nos comentários o que você pensa sobre a atuação do governo e o desdobramento da crise no Oriente Médio.

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