Justiça do Rio manda apreender adolescente suspeito de estupro coletivo

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A Vara de Infância e Juventude da Capital do Rio de Janeiro expulsou a aplicação de uma medida socioeducativa anteriormente imposta a um adolescente envolvido em um caso de estupro coletivo em Copacabana, após a polícia e o Ministério Público apresentarem novos elementos ligados a episódios com dinâmica similar. A decisão ocorreu em meio a uma reavaliação da situação e à expedição de mandado de busca e apreensão contra o jovem.

Na terça-feira (3), a Polícia Civil recebeu denúncias de duas adolescentes relatando violência sexual pelos mesmos suspeitos, ocorridas em outubro de 2023 e outubro de 2025. A vítima de 2023 tinha 14 anos à época e mantinha relacionamento com o mesmo adolescente envolvido no caso de Copacabana; a vítima foi atraída para um apartamento no Maracanã, onde estavam Mattheus Veríssimo Zoel Martins e outro rapaz chamado Gabriel, segundo o delegado responsável pela investigação.

A vítima de 2025, estudante do Colégio Pedro II, afirmou ter sido estuprada durante uma festa estudantil. A jovem mencionou o envolvimento de Vitor Hugo Oliveira Simonim, filho do ex-subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa José Carlos Costa Simonim, que foi exonerado após o episódio de Copacabana ser noticiado.

Estupro coletivo em Copacabana A apuração aponta que, em 31 de janeiro deste ano, uma adolescente de 17 anos foi atraída por um colega da escola (também menor) para um apartamento em Copacabana. Ao chegar, ela encontrou quatro homens no local; a vítima recusou envolver-se com eles, mas foi mantida presa em um quarto e forçada a manter relações sexuais, além de sofrer violências físicas e psicológicas. A Justiça identificou e indiciou cinco suspeitos:

  • Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18 anos;
  • João Gabriel Xavier Berthô, 19 anos;
  • Mattheus Verissimo Zoel Martins, 19 anos;
  • Vitor Hugo Oliveira Simonim, 18 anos;
  • Um adolescente cuja identidade não foi divulgada.

A Justiça expediu mandados de prisão preventiva contra os envolvidos. No fim de semana, a polícia tentou cumprir as ordens, mas não localizou todos os suspeitos. Joào Gabriel e Mattheus se apresentaram na terça-feira (3); Bruno e Vitor também se apresentaram à DP na quarta-feira (4). A vítima, o adolescente envolvido e Vitor Hugo Simonim são alunos do Colégio Pedro II; a instituição abriu processo administrativo para expulsar os alunos indiciados e acolheu a jovem e a família.

Bruno Allegretti é estudante da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e teve a suspensão preventiva de 120 dias anunciada pela própria instituição. Joao Gabriel era jogador do Serrano FC; o clube anunciou o afastamento imediato do atleta e a suspensão do contrato.

A matéria é baseada em informações da Agência Brasil e do Estadão Conteúdo. As investigações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias dos casos e as responsabilidades dos envolvidos.

E você, o que pensa sobre os desdobramentos dessa investigação e as medidas disciplinares adotadas pelas instituições envolvidas? Compartilhe sua opinião nos comentários e ajude a ampliar o debate sobre segurança e responsabilidade no ambiente escolar.

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