A TV Gazeta planeja uma reestruturação editorial para reduzir a dependência financeira da Igreja Universal do Reino de Deus. A meta é reforçar a produção de conteúdo original e formatos nacionais, atraindo um público mais jovem. A iniciativa fica sob a liderança de Juliana Algañaraz, superintendente geral da emissora, e acompanha a negociação vigente até 2027.
Segundo apurações, a Universal responde por cerca de 80% da receita da TV Gazeta. A igreja ocupa aproximadamente 11 horas da programação diária, o que dificulta a construção de uma identidade nacional coesa e a autonomia criativa da emissora.
Algañaraz descreveu a presença religiosa como um “calo no pé” e disse que a emissora pode prosperar sem vender horários, mantendo a estabilidade financeira, mas abrindo espaço para projetos mais diversos.
O plano é encerrar a parceria com grupos religiosos, com cautela financeira. A venda de horários é considerada receita de baixo custo de produção, mas a gestão pretende explorar horários vagos até o fim do contrato, previsto para 2027. Nos próximos 12 meses, a emissora busca criar formatos que substituam essa receita.
A estratégia visa criar uma faixa de programação brasileira mais coesa e ampliar a oferta de conteúdos para um público contemporâneo, fortalecendo a identidade da emissora sem depender de instituições religiosas.
E você, o que acha dessa mudança na TV Gazeta? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre o futuro da mídia e a relação entre televisão e fé.

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