Polícia Federal alega não ver razões para investigar Moraes por mensagens com Vorcaro

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Polícia Federal acompanha com cautela as mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, sem, até o momento, identificar indícios de conduta suspeita por parte do magistrado, segundo informações da Folha de S. Paulo.

A PF encontrou no celular de Vorcaro ligações e trocas de mensagens com Moraes, inclusive no dia de sua prisão. A existência desses diálogos foi revelada pelo jornal O Globo, e os horários das trocas coincidem com imagens do bloco de notas do ex-banqueiro, que indicam tratar-se de um movimento para evitar a liquidação do Banco Master.

As imagens do bloco de notas constam em documento enviado pela PF à CPI do INSS. O diálogo ocorreu por meio de mensagens de visualização única, em que o ex-banqueiro escrevia as mensagens no bloco de notas e depois encaminhava ao remetente como imagens que apagavam logo após serem vistas.

Segundo o jornal O Globo, no dia 17 Vorcaro relatou a Moraes negociações para tentar salvar o Master, com referências a tratativas com a financeira Fictor. “Estou tentando antecipar os investidores e tenho chances de conseguir assinar e anunciar ainda hoje uma parte”, disse Vorcaro em uma das mensagens.

Moraes negou ter recebido as mensagens e afirmou, em nota, que elas teriam sido encaminhadas a outra pessoa. Apesar de os horários da troca de mensagens coincidirem com os blocos de notas encontrados no celular do ex-banqueiro, um investigador afirma que não é possível recuperar as fotos do bloco de notas que teriam sido enviadas pelo WhatsApp e ressalta que, até o momento, não há razão para investigar Moraes nem menção ao ministro nos relatos da apuração.

O caso difere da situação envolvendo o ministro Dias Toffoli. Em fevereiro, a PF apresentou a Edson Fachin um documento com informações sobre as relações de Toffoli com o Master que apontariam suspeitas de eventuais crimes financeiros.

O magistrado não é investigado pela PF, embora as apurações sobre o Master envolvam fundos que foram sócios do resort Tayayá, do qual ele e seus irmãos também eram sócios.

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