O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), vive pressão para cumprir o rito do regimento interno na indicação ao Tribunal de Contas da União (TCU). Pelas regras, as candidaturas devem ser enviadas à Comissão de Finanças e Tributação e sabatinadas no colegiado antes de irem ao plenário. Em 2023, contudo, o então presidente Arthur Lira alterou o procedimento, levando a escolha diretamente ao plenário sem sabatina e resultando na nomeação de Jhonatan de Jesus para o TCU.
Agora, Motta trabalha para eleger Odair Cunha (PT-MG) como ministro do TCU, e não teria a desculpa de que as comissões não funcionam para levar a indicação diretamente ao plenário.
Essa sabatina pode favorecer os demais candidatos, que teriam a chance de expor supostas fraquezas de Odair publicamente. O petista enfrenta resistência de partidos de direita e de centro.
Atualmente, há pelo menos quatro pré-candidatos à vaga de ministro do TCU: Odair Cunha, Hélio Lopes (PL-RJ), Hugo Leal (PSD-RJ) e Danilo Forte (União-CE), este último rompendo com a sigla e atuando como independente.
O ministro Aroldo Cedraz se aposentou recentemente aos 75 anos, abrindo espaço para a nova nomeação. O cenário permanece em aberto, com a sabatina novamente em jogo e a atuação dos partidos pesando na definição do nome.
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