Teerã acordou neste domingo sob uma densa nuvem de fumaça negra, após ataques de EUA e Israel a quatro depósitos de petróleo na capital. A Crescente Vermelho emitiu alerta sobre chuva ácida provocada por químicos liberados na atmosfera. Moradores buscaram abrigo em locais fechados enquanto o céu permanecia encoberto.
A fumaça cobriu grande parte da cidade, descrita por moradores como apocalíptica ao amanhecer. Os bombardeios miraram quatro depósitos e um centro logístico de produtos petrolíferos, deixando ao menos 6 mortos e 20 feridos, segundo autoridades. Agências internacionais deram tom de gravidade ao episódio, ampliando o choque entre população e guerra.
A Crescente Vermelho alertou que os químicos liberados após a destruição das refinarias podem provocar chuva ácida capaz de danificar pulmões e pele, com possível aumento do risco de câncer. A instituição pediu que a população permaneça em casa, evite ligar ar-condicionado e não saia logo após chover, pois a chuva pode agravar a exposição aos gases tóxicos. Em alguns bairros, vidros de residências estilhaçaram com as explosões.
Na região do depósito atingido, forças de segurança com máscaras controlavam o fluxo de veículos; o abastecimento de gasolina foi interrompido temporariamente, segundo o governador Mohammad Sadegh Motamedian, e o volume ficou limitado a 20 litros por veículo. Grandes filas se formaram em postos da capital, que abriga mais de 10 milhões de moradores; a ONU estima que cerca de 100 mil pessoas deixaram a cidade, embora, nesta ocasião, a maioria tenha permanecido.
Poucos relatos descrevem o impacto direto: muitos moradores acordaram com a sensação de que algo estava errado, acendendo as luzes em plena manhã devido ao céu encoberto. Pela avenida Valiasr, de 17 quilômetros que corta Teerã, veículos ainda circulavam com faróis acesos por volta das 10h30, enquanto a fumaça se misturava com as nuvens chuvosas.
Este foi o primeiro episódio desde o início do conflito em que a infraestrutura petrolífera do Irã é atingida, com quatro depósitos e um centro logístico atingidos pelos bombardeios, que deixaram mortos e feridos, segundo as autoridades. O ataque ocorre no nono dia da guerra.
A ONU aponta que cerca de 100 mil pessoas já deixaram Teerã, cidade com mais de 10 milhões de habitantes, mas muitos permaneceram. Em guerras anteriores, dezenas de milhares deixaram a capital, destacando o risco contínuo para a população.
As informações são da AFP, com apoio de relatos de agências internacionais. Fique atento às atualizações sobre a situação em Teerã e o impacto do conflito na região petrolífera.
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