MDB cancela a filiação de Dado Dolabella nesta segunda-feira (9). A decisão foi tomada pelo presidente do partido, Baleia Rossi, em concordância com o ex-prefeito Washington Reis, presidente do diretório estadual fluminense, e decorre do filiation já anunciada pelo ator no dia 3 de março.
A saída foi descrita pelo MDB como uma vitória para emedebistas, principalmente para as mulheres, que se manifestaram contrárias à entrada do artista na sigla.
Histórico de violência contra mulheres é o que envolve Dolabella. Em 2008, ele reconheceu, em entrevista, ter agredido a ex-namorada Luana Piovani, dizendo ter sido covarde e que a força entre homens e mulheres pode ser desproporcional. A briga também envolveu uma camareira que tentou apartar a confusão. Dolabella foi condenado a 2 anos e 9 meses em regime aberto e precisou pagar uma indenização à funcionária Esmeralda.
Outros casos repercutiram. Em 2025, durante a Dança dos Famosos, ele tería agredido o cantor Luan Pereira em meio a uma crise de ciúmes envolvendo Wanessa Camargo; ele afirmou ter afastado um camarada que tentava beijar Wanessa.
O caso mais recente envolve a ex-namorada Marcela Tomaszewski. A separação ficou pública após Marcela apagar fotos com o ator e publicar um vídeo que mostra a discussão dentro de um carro. Nas imagens, Dolabella diz que a modelo o teria dado um tapa e que o afastou pelo pescoço. Marcela afirma ter sido vítima de violência física e psicológica.
Informações do Estadão Conteúdo
A decisão do MDB destaca o debate público sobre a relação entre reputação pessoal e atuação política, especialmente quando há histórico de violência contra mulheres ligada a figuras públicas. O tema volta a colocar em evidência a checagem de condutas antes de alianças políticas.
E você, qual é a sua opinião sobre a participação de artistas na política quando há histórico de violência? Compartilhe seus pensamentos nos comentários e participe da conversa.

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