Bolsonarismo explora decisões de Mendonça para fustigar Lula e Moraes

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Bolsonarismo usa Mendonça para incendiar narrativas em casos Master e INSS

O bolsonarismo elevou o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, a protagonista na estratégia de desgastar adversários ao redor de dois casos sensíveis: as fraudes do Banco Master e o escândalo do INSS. Mendonça atua como relator em Master, buscando criar uma narrativa que vise ministros e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Alexandre de Moraes.

Entre as decisões de Mendonça que ganharam destaque estão a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro e a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lulinha, o filho do presidente, ligadas ao caso Master. Essas medidas alimentam a leitura de que Mendonça atua com firmeza no combate à corrupção, fortalecendo a narrativa de adversários como Moraes e Lula.

Um vídeo gerado por inteligência artificial, compartilhado por Renato Bolsonaro, circula entre apoiadores para ilustrar a narrativa, mostrando Moraes e Vorcaro ao lado de Mendonça entrando em cena com uma algema em frente a uma viatura. A imagem funciona como peça de propaganda no cenário de disputas políticas.

Perfis bolsonaristas de alto alcance amplificam a imagem de Mendonça. A página Tarcísio Governador, com grande número de seguidores, publicou notícia sobre a suposta ampliação de segurança do ministro com a legenda “Que Deus proteja Mendonça e sua família.”

Moraes, que condenou Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, tornou-se alvo de ataques por suposta proximidade com Vorcaro e pelo contrato de R$ 129 milhões do escritório de advocacia da esposa dele com o Banco Master.

Para a oposição, o caso Master expõe aliados do ex-presidente. O senador Ciro Nogueira (PP-PI) foi citado nas mensagens obtidas pela PF como “grande amigo” de Vorcaro, insinuando que o caso envolve também parlamentares próximos a Bolsonaro.

Do lado petista, a leitura é de que o caso foi revelado ainda no governo Lula e que o Banco Central liquidou o Master, apontando supostas manipulações por adversários. Essa leitura sustenta a acusação de que Mendonça está sendo utilizado para desfigurar a imagem do PT e de Moraes.

No caso do INSS, que envolve fraudes registradas nos governos Bolsonaro e Lula, a gestão petista fica em posição delicada. O filho mais velho do presidente, Lulinha, é alvo de uma CPMI que investiga a relação dele com o lobista Careca do INSS, e as autoridades apuram pagamentos de até R$ 300 mil ao filho do lobista por meio de uma empresa de cannabis em Portugal. A defesa de Lulinha afirma que não houve negócio com o caso investigado.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou um pedido da Polícia Federal para a quebra de sigilo do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A decisão atende a uma solicitação da PF no… pic.twitter.com/nXoY0si2qy

– Bibo Nunes (@bibonunes1) February 26, 2026

Como relator do caso, Mendonça autorizou a quebra de sigilo de Lulinha feito pela PF. Um dos que usou a figura do ministro foi o deputado bolsonarista Bibo Nunes(PL-RS), que divulgou uma imagem de Mendonça e Lulinha lado a lado, com a legenda “pegaram o filho do rapaz”.

Perfis de apoio ao PT denunciam que Mendonça estaria à frente de uma eventual segunda Operação Lava Jato, com acusações de perseguição política contra petistas e aliados, reflexos de uma estratégia para influenciar decisões judiciais durante o ciclo eleitoral.

Essas disputas envolvendo Mendonça, Master e INSS mantêm o cenário político sob tensão, com impactos esperados na atuação de partidos e no tom do debate público até a próxima eleição e na forma como cada setor reage a novas decisões judiciais.

E você, como vê o papel do STF nessas narrativas políticas? Compartilhe seus pensamentos nos comentários e participe da discussão sobre Judiciário, imprensa e político no Brasil.

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