Síria descarta intervenção militar contra o Hezbollah após fala de Trump

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Presidente da Síria diz trabalhar ao lado do Líbano para lidar com o Hezbollah, mas sem considerar intervenções militares contra o grupo

Ali Haj Suleiman/Getty Images
Imagem colorida mostra o novo presidente da Síria - Metrópoles

Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, parceiro do PrimeiroJornal, o presidente sírio Ahmed al-Sharaa afirmou neste domingo (26/7) que não considera intervenções militares contra o Hezbollah no Líbano, em entrevista à rede Al Jazeera. A declaração ocorreu em meio às recentes falas do presidente dos EUA, Donald Trump, que sugeriu a possibilidade de a Síria substituir Israel no combate ao grupo xiita. Al-Sharaa ressaltou que a Síria pode apresentar cartas ao governo libanês para que ele aja conforme seus próprios interesses.

A posição síria, conforme a entrevista, não busca ampliar o conflito por meios militares e, ao contrário, indica que o governo pode atuar de forma diplomática, oferecendo opções políticas ao Líbano para lidar com o Hezbollah sem recorrer a intervenções armadas.

Neste contexto, o posicionamento ocorre em meio a um cenário regional conturbado, com o Líbano vivendo um cessar-fogo frágil, mediado pelos Estados Unidos. O Hezbollah não aceita desarmamento como condição do acordo, enquanto Israel continua a realizar ataques esporádicos contra o território libanês, mantendo elevados os níveis de tensão na região.

Entre as mudanças aparecem relatos de reorganização na liderança síria. De acordo com a matéria, após a queda de Bashar al-Assad no fim de 2024, al-Sharaa teria deixado antigas alianças e alinhado seu governo aos interesses dos EUA, da Europa e da Turquia. Em troca, a administração interina síria passou a buscar diálogo mais ativo com a comunidade internacional, ainda que o passado do atual chefe de estado esteja ligado a correntes associadas ao jihadismo.

A cobertura reforça a ideia de que as mudanças no tabuleiro regional podem influenciar a forma como os distintos atores encaram o Hezbollah e as possibilidades de cooperação entre Síria e Libano, com menos ênfase em ações militares diretas e maior ênfase em caminhos políticos e diplomáticos.

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