O texto traz um retrato de Darren Beattie, integrante do governo dos Estados Unidos durante a gestão de Donald Trump, atuando como funcionário sênior no Departamento de Assuntos Culturais e Educacionais e na Diplomacia Pública. Em 2025, ele passou a integrar o segundo mandato de Trump, com responsabilidade por assuntos dos EUA ligados ao Brasil.

A trajetória de Beattie já foi marcada por polêmicas. Nos seus primeiros anos no governo, atuou como redator de discursos e, em 2018, foi demitido após discursar em um evento associado a supremacistas brancos.
Em agosto do ano passado, Beattie criticou fortemente o ministro do STF Alexandre Moraes no contexto da aplicação da Lei Magnitsky, afirmando que Moraes era o “principal arquiteto da censura e perseguição contra Bolsonaro e seus apoiadores”. As sanções de Magnitsky contra Moraes foram, posteriormente, retiradas. A Embaixada dos EUA no Brasil republicou o post de Beattie, o que causou um incidente diplomático e levou o Itamaraty a pedir explicações.
Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão pela trama golpista após as eleições de 2022. Ele está custodiado na Papudinha, em Brasília, desde janeiro deste ano. A defesa pediu ao STF autorização excepcional para que Bolsonaro receba a visita de Darren Beattie no dia 16 ou 17 de março, e foi requisitada a presença de um intérprete para traduzir a conversa.
O episódio evidencia tensões entre Washington e Brasília em um momento delicado da política brasileira, com impactos para a diplomacia pública entre os dois países e para a trajetória de figuras-chave no cenário internacional.
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