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Justiça manda caso da PM morta com tiro na cabeça ser investigado como feminicídio

Justiça manda caso da PM morta com tiro na cabeça ser investigado como feminicídio
Justiça manda caso da PM morta com tiro na cabeça ser investigado como feminicídio

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A Justiça de São Paulo decidiu que o caso da policial militar Gisele Alves Santana, 32 anos, morta com um tiro na cabeça no Brás, centro da capital, será apurado como feminicídio. A morte, que havia sido registrada como suicídio, teve a classificação alterada para morte suspeita e ganhou novo rumo na investigação.

Na sexta-feira, a Justiça determinou a exumação do corpo de Gisele. O laudo da exumação aponta lesões na face e na região cervical, com sinais de pressão digital e de escoriações compatíveis com estigma ungueal, sem indicar lesões típicas de defesa.

A família afirma que Gisele vinha sofrendo abusos e violência por parte do marido, Geraldo Leite Rosa Neto, tenente-coronel, o que sustenta a leitura de feminicídio. O caso foi redistribuído para uma Vara do Tribunal do Júri, onde são julgados crimes contra a vida, em razão da natureza do delito investigado.

O crime ocorreu no apartamento do casal no Brás, em 18 de fevereiro. A necropsia realizada em 19 de fevereiro já apontava lesões no pescoço, mas sem marcas graves de defesa. A defesa de Geraldo afirma que ele não figure como investigado e que tem colaborado com as autoridades, enquanto as apurações avançam para confirmar o contexto de violência.

A divulgação é de Estadão Conteúdo e o andamento do caso indica uma mudança relevante no desfecho da apuração, com a transferência para uma vara especializada. O desfecho dependerá das novas informações e de provas que possam corroborar o feminicídio.

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