Ex-goleiro do Porto é preso em operação antidrogas em Portugal

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Uma intervenção da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Portugal resultou na desarticulação de um grupo suspeito de operar o comércio de entorpecentes na região norte do país. A Polícia de Segurança Pública (PSP) de Portugal prendeu nesta semana o goleiro Iván Cardoso, ex-jogador do Porto, durante uma operação antidrogas realizada na cidade do Porto. A ação ocorreu no bairro do Cerco, localizado na zona oriental da cidade, e faz parte de um esforço das autoridades para reduzir os índices de criminalidade em áreas periféricas.

Durante a operação policial, foram recolhidos materiais ilícitos e bens de alto valor financeiro. A ação resultou na apreensão de diferentes tipos de drogas, armas e veículos de luxo. Cardoso, de 22 anos, foi detido junto com outras 16 pessoas suspeitas de integrar uma das maiores redes de tráfico de drogas que atuavam no bairro do Cerco, na zona oriental da cidade. Segundo os investigadores, o ex-atleta é considerado um dos membros importantes da organização criminosa.

Iván Cardoso passou pelas categorias de base do Porto e chegou a atuar pela equipe B do clube antes de deixar a instituição em 2023. Ele também atuou pelas divisões de base da Seleção Portuguesa.

O ex-jogador e os demais detidos foram encaminhados para a sede da polícia e permanecem à disposição da justiça para a realização de interrogatórios e a definição das medidas de prisão preventiva.

O balanço divulgado pela força de segurança detalha o volume de substâncias retiradas de circulação durante as buscas. Durante a operação, a polícia apreendeu cerca de três quilos de heroína, meio quilo de cocaína, pequenas quantidades de haxixe e anfetaminas, além de um quilo e meio de uma substância usada para rastrear drogas. O material estava distribuído em pontos estratégicos utilizados pela rede para o armazenamento e o fracionamento dos produtos.

A investigação aponta que a organização possuía uma divisão de tarefas e métodos para assegurar a continuidade do fluxo de vendas. De acordo com as autoridades, o grupo tinha como principal função adquirir os entorpecentes e distribuí-los para outros integrantes da rede, responsáveis pela venda nas ruas. A investigação da Divisão de Investigação Criminal da PSP teve início em outubro de 2024 e revelou que a organização mantinha um sistema de segurança próprio para proteger as atividades ilegais.

O monitoramento policial identificou que os suspeitos empregavam força para manter o controle territorial e evitar a aproximação de agentes do Estado. Segundo a polícia, vigias armados monitoravam a área e estavam preparados para reagir de forma violenta a qualquer tentativa de intervenção, inclusive por parte das forças de segurança. O uso de armamento e a presença constante de sentinelas eram práticas comuns para garantir a proteção das transações efetuadas no interior do bairro.

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