EUA abrem investigação comercial contra o Brasil, que pode receber novas tarifas

Escrito por: Diógenes Cunha

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EUA abrem nova investigação comercial contra o Brasil, a União Europeia e mais 58 mercados, sob a Seção 301, para avaliar se países permitem a entrada de produtos feitos com trabalho forçado e, assim, representam concorrência desleal aos EUA. A apuração busca entender práticas comerciais que possam prejudicar o comércio americano e indicar possíveis medidas retaliatórias.

O representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, disse à CNBC que o governo pretende avançar rapidamente com essas investigações, em um prazo de “meses”, para quantificar danos ao comércio americano e buscar uma solução. A rapidez é destacada como objetivo central do processo.

A ação coincide com uma nova apuração aberta pela noite contra o Brasil, a União Europeia e outros 58 mercados, que analisa se estes países permitem a entrada de bens produzidos com trabalho forçado. Caso sejam encontrados indícios suficientes, podem surgir medidas para proteger empresas americanas diante da competição percebida como injusta.

Greer também destacou a importância da relação comercial com a China, enfatizando a necessidade de manter canais de suprimento estáveis para setores estratégicos e garantir o acesso a insumos críticos, como as terras raras, essenciais para a base industrial americana.

Em relação às tarifas, o representante comentou o reembolso de tributos após decisões judiciais que atingiram parte das medidas implementadas pelo governo anterior, afirmando que pagamentos de juros fazem parte do processo de reembolso, sem detalhar os procedimentos.

Sobre o conflito no Irã, a autoridade sinalizou que os impactos, se houver, devem ter duração limitada, buscando evitar efeitos prolongados sobre o comércio e as cadeias produtivas.

Resumo para leitura rápida: EUA ampliam ações sob a Seção 301 para monitorar práticas ligadas ao trabalho forçado em várias regiões, com metas de rapidez e possíveis tarifas futuras. A relação com a China segue como eixo de estabilidade de suprimentos e insumos críticos. Comente abaixo: você acha que essas medidas vão favorecer o mercado americano ou gerar impactos para a indústria brasileira?

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