VÍDEO: MPF pede indenização de R$ 10 milhões a Ratinho após falas transfóbicas e Erika Hilton comemora

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública contra o apresentador Ratinho e o canal SBT, pedindo uma condenação de R$ 10 milhões por danos morais coletivos e a retirada do Programa do Ratinho do ar em todas as plataformas, em razão de falas consideradas transfóbicas contra a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) durante a edição de quarta-feira (11). A recomendação, apresentada pelo MPF, foi divulgada nesta sexta-feira (13).

A ação aponta atos de preconceito e discriminação veiculados na televisão aberta e em outros meios de difusão, realizados pelos réus. O objetivo é impedir a continuidade dessas falas na veiculação de rede nacional e nas redes sociais, garantindo que conteúdos ofensivos não permaneçam no ar.

O episódio ganhou dimensão por ocorrer durante a cobertura da eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, em Brasília. Durante a discussão, o apresentador questionou o gênero da parlamentar, o que motivou a reação do MPF e de Hilton.

A deputada celebrou a medida do MPF nas redes sociais, descrevendo-a como uma “vitória das mulheres”. Em vídeo divulgado pela parlamentar, ela ressaltou que se trata de uma “resposta contundente da justiça brasileira” e reforçou que não se pode ridicularizar a dignidade de pessoas trans e travestis.

A ação desta sexta-feira foi assinada pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão no Rio Grande do Sul, Enrico Rodrigues de Freitas, e tem origem em uma representação apresentada pela própria deputada Hilton. Segundo o MPF, a iniciativa visa coibir atos de preconceito e discriminação levados à veiculação pela TV aberta e por redes sociais, pelos réus, reforçando que tais condutas não devem ficar impunes.

Este caso se insere em um debate mais amplo sobre direitos de pessoas trans no Brasil e sobre os limites da liberdade de expressão na mídia. A atuação do MPF demonstra o cuidado institucional em equilibrar a liberdade de comunicação com a proteção à dignidade humana, sobretudo de comunidades historicamente vulnerabilizadas, diante de falas públicas que perpetuam estereótipos e preconceitos.

E você, como encara o equilíbrio entre liberdade de expressão e proteção contra preconceito na mídia? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe do debate sobre o papel da imprensa e das plataformas na defesa dos direitos de pessoas trans e de mulheres em todo o país.

Comentários do Facebook

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Homem é preso com carregadores de fuzil, pistola e porções de maconha dentro de imóvel na Fazenda Coutos

Um homem de 41 anos foi preso em flagrante pela Polícia Civil da Bahia, suspeito de tráfico de drogas, após ação do Departamento...

Saiba os bastidores do término de Jojo Todynho e policial

Jojo Todynho e Thiago Gonçalves romperam o namoro após um ano juntos, surpreendendo fãs e o próprio policial. A informação foi veiculada pela...

Vorcaro tem nova equipe de defesa e deve optar pela delação premiada, diz jornalista

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro tem uma nova equipe de defesa em meio à investigação da trama do <strong Banco Master no Supremo Tribunal...