Uma jovem de 23 anos denunciou ter sido dopada e estuprada após uma entrevista de emprego com um homem que se apresentava como delegado de Polícia. O crime ocorreu em Águas Claras, no Distrito Federal, na noite de 10 de março; a vítima acordou 24 horas depois, nua e grogue, na residência do suspeito, que ainda não foi localizado. A Polícia Civil do DF investiga o caso, atribuído a André Luiz Alves da Fonseca, 41 anos, que se apresentava como proprietário de várias empresas.
O contato inicial teria acontecido sob a alegação de uma falsa oferta de trabalho. O suspeito, que dizia ter vínculos com a Polícia, sugeriu que a entrevista fosse realizada em uma lanchonete. Em seguida, ofereceu carona à vítima, que mora em Ceilândia Norte, e passou a dirigir em círculos, aumentando o clima de desconfiança. Dentro do veículo, ele exibia fardas da polícia e uma algema, conforme relato da vítima.
No pretexto de doar uma cama, ele levou a vítima até o seu apartamento e ofereceu um suco. Segundo o relato, ela aceitou por medo e acabou adormecendo. Ao acordar, horas depois, estava desorientada, sem roupas e na residência do suspeito, que afirmou que ela teria se despido por vontade própria.
“Ele me deixou trancada por 24 horas dopada. Eu não sei o que esse monstro fez comigo, não me lembro de nada. Acordei completamente nua e grogue. Eu poderia ter sido mais uma mulher para a estatística”, desabafa.
Ainda sob efeito de substâncias, a vítima conseguiu convencer o homem a chamar um transporte por aplicativo. Ao entrar no carro, a jovem apresentava tremores e dificuldade para se expressar. O motorista, percebendo a confusão, ligou para a polícia e levou a vítima diretamente a uma delegacia. O caso foi registrado na 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte) e passou a ser investigado pelas autoridades.
Segundo a Polícia Civil do DF, desde o início foram adotadas medidas prioritárias para atender à vítima, incluindo acolhimento, encaminhamento para atendimento médico, preservação de vestígios e a realização de exames periciais cabíveis. A apuração aponta que o suspeito ainda não foi localizado, e a delegacia responsável pelo caso é a 21ª DP (Taguatinga Sul), que instaurou o inquérito policial com prioridade. A investigação tramita com o suporte das circunstâncias do registro na 17ª DP (Taguatinga Norte) e da atuação da PCDF.
Este caso traz à tona uma violência grave contra mulheres no DF, destacando a necessidade de vigilância, denúncia rápida e resposta firme das autoridades para evitar novas ameaças. A vítima descreve uma sequência de enganos e ameaças que a deixaram vulnerável, reforçando a importância de checar informações, evitar convites não confiáveis e buscar atendimento imediato em casos semelhantes.
Para você, leitor, qual a sua opinião sobre as medidas de prevenção e sobre a resposta das autoridades diante de crimes dessa natureza? Deixe seu comentário, compartilhe experiências ou sugestões para aumentar a segurança em situações parecidas e fortalecer a proteção às pessoas. Sua participação ajuda a ampliar a discussão e a cobrar ações efetivas.


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