CPMI do INSS marca novo depoimento de Leila Pereira e senador fala em condução coercitiva caso ela não compareça

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A CPMI do INSS avança com a terceira tentativa de ouvir Leila Pereira, presidente da Crefisa e do Palmeiras, em uma sessão marcada para as 9h desta quarta-feira (18). A reunião representa o desfecho de uma sequência de idas e vindas provocadas por decisões judiciais e pela cautela da comissão. A primeira oitiva, no dia 9 de março, foi cancelada após decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que anulou parte das votações que autorizavam quebras de sigilo e convocações para depoimentos.

A decisão de Dino, anunciada no dia 11, limitava-se às quebras de sigilo. Sobre os demais requerimentos, restou dúvida se valia a ordem dele. Com isso, quem deveria depor não compareceu à CPMI, adiando o depoimento de Leila para 12 de março, data que acabou também não ocorrendo devido à brevidade entre a decisão e a sessão, o que, na visão do ministro, inviabilizava medidas mais duras de condução coercitiva.

Consequentemente, a nova sessão foi marcada para esta quarta-feira, 18, com o objetivo de ouvir Leila Pereira. Segundo o ministro Flávio Dino, a empresária poderia escolher comparecer na data original ou solicitar uma nova sessão. Ele explicou que não cabia aplicar, naquele curto intervalo, medidas mais severas para forçar o depoimento, mantendo a possibilidade de condução coercitiva caso insistisse em não comparecer.

“Leila Pereira vai depor como colaboradora, não como investigada. A defesa dele recorreu e eles perderam. O ministro André Mendonça determinou que ela compareça porque ela é testemunha”, afirmou o presidente da CPMI do Senado, Carlos Viana. O relator Alfredo Gaspar diz que a presidente da Crefisa está sendo chamada para esclarecer informações prestadas pelo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, durante depoimento no início de fevereiro. Gaspar ressaltou que a Crefisa assumiu papel central ao vencer o pregão que definiu o pagamento de novos benefícios a aposentados, concentrando boa parte da operação relacionada ao crédito consignado.

O relator acrescentou que o depoimento de Leila Pereira visa esclarecer informações trazidas por Gilberto Waller Júnior, que teriam apresentado dados objetivos sobre a atuação da Crefisa em relação ao crédito consignado a aposentados e pensionistas. Gaspar destacou que a empresa consolidou o papel central ao vencer o pregão que definiu pagamentos de novos benefícios, concentrando boa parte da operação.

Além disso, a presença de Leila Pereira na CPMI destina-se a esclarecer a atuação da Crefisa no universo do crédito consignado, tema que envolve o INSS e uma parcela significativa de aposentados. A investigação acompanha um cenário em que relações entre instituições de crédito e o órgão de seguridade social são objeto de escrutínio público, com foco na transparência de decisões sobre benefícios e na fiscalização de eventuais favorecimentos.

Agora, resta acompanhar a oitiva para entender os esclarecimentos apresentados, as respostas da CPMI e os impactos que o depoimento pode ter sobre as informações já trazidas. Qual é a sua leitura sobre esse caso? Deixe seu comentário com a sua opinião.

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