O ex-presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, foi sondado por nomes ligados a partidos da direita para integrar a chapa majoritária do Rio de Janeiro, com a possibilidade de concorrer ao Senado ou ao cargo de governador. A informação, apurada pelo Bahia Notícias, aponta que a proposta envolve definir uma posição que possa viabilizar uma candidatura de peso num estado onde o debate sobre governança e gestão pública está cada vez mais intenso. Landim, que deixou a presidência do clube há pouco tempo, ainda não confirmou interesse e, de acordo com as fontes, manteve-se cauteloso diante da possibilidade de uma mudança tão radical em sua trajetória pública.
No panorama atual, a corrida no Rio é liderada com folga pelo prefeito Eduardo Paes (PSD). Em abril do ano passado, Landim chegou a figurar na lista da Paraná Pesquisas, quando registrou 8,5% de intenções de voto, o que reforça o interesse de diferentes setores em aliar-se a um nome com apelo popular, independentemente do cargo almejado. A leitura é de que as figuras associadas ao esporte ou ao empresariado podem ganhar protagonismo em um estado que enfrenta desafios de infraestrutura, segurança pública e gestão orçamentária, especialmente em dias de polarização política.
Além de sua proeminência no esporte, Landim é engenheiro de petróleo e tem uma trajetória ligada ao mundo dos negócios. Entre 2003 e 2006, ele foi presidente da Petrobras Distribuidora, o que o coloca no mapa como líder com visão de gestão de grandes operações. Em outros capítulos da carreira, ocupou posições de comando na MMX e na OGX, empresas criadas por Eike Batista, o que reforça seu perfil de empresário ligado aos setores de energia e indústria. Durante o governo de Jair Bolsonaro, Landim chegou a ser indicado para o Conselho da Petrobras, mas não chegou a assumir o cargo. Essa trajetória é ressaltada para fortalecer a percepção de capacidade de gestão em ambientes públicos.
A movimentação em torno de Landim mostra como o Brasil vem recebendo figuras de diferentes áreas, da gestão esportiva ao universo empresarial, na arena política. A possível indicação para compor a chapa majoritária do estado, com a perspectiva de mandato no Senado ou de governador, coloca o debate sobre governança, infraestrutura e gestão pública no centro das atenções fluminenses, em meio a uma disputa liderada por Paes.
Como você avalia a possibilidade de uma figura do futebol ingressar na política do Rio de Janeiro? A experiência empresarial pesa na escolha de candidatos? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre o cenário eleitoral no estado.

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