“Eles traíram Ângelo Coronel”, rebate Zé Cocá em resposta às críticas de Rui e Wagner

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Resumo: o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), respondeu nesta sexta-feira (20) às críticas feitas pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, e pelo senador Jaques Wagner (PT), após falas de petistas em rádios locais. Cotado como pré-candidato a vice-governador na chapa de ACM Neto, Cocá rebateu acusações de ingratidão e traição, reforçando que não houve acordo político formal e destacando, ao contrário, uma relação institucional voltada ao desenvolvimento de Jequié e do Médio Rio de Contas.

Em entrevista, Cocá afirma ter ficado surpreso com os ataques que, segundo ele, o chamam de traidor, embora sejam eles quem teriam traído Ângelo Coronel. A declaração sintetiza o tom do embate, que envolve leituras distintas sobre alianças e quem representa o atraso ou o avanço de obras para o município. Cocá ressalta que as críticas não condizem com a realidade de sua atuação, centrada na atuação pública e na gestão local.

O prefeito explica que, nos últimos dois anos, seu relacionamento com o governo estadual foi estritamente institucional. De acordo com ele, o diálogo com o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e com o secretário Adolpho Loyola, articulado pelo deputado Hassan, teve como objetivo exclusivamente a execução de obras para Jequié e para a região do Médio Rio de Contas, sem qualquer acordo político firmado.

Cocá afirma ter deixado claro que caminhar com Jerônimo só faria sentido se as obras prometidas fossem de fato executadas. “Como um homem democrático e republicano, coloquei as divergências ideológicas de lado para trabalhar pelo povo”, disse o prefeito, indicando que a relação institucional foi suficiente para manter o projeto de desenvolvimento em movimento sem compromissos eleitorais antecipados.

Segundo o prefeito, a postura de Rui Costa em visitas anteriores já apontava para o que ele chama de falta de alinhamento político. Além disso, Cocá cita informações do Blog do Marcos Frahm — parceiro do Bahia Notícias — ao afirmar que o ministro já estaria preparando um nome ligado ao grupo petista para as eleições municipais em Jequié, o que, segundo ele, derrubaria qualquer ideia de pacto mútuo de apoio.

O episódio aparece como novo capítulo no acirramento político que envolve as eleições de 2026, colocando Jequié em evidência como palco de um confronto entre o grupo governista e a oposição liderada pela União Brasil. O desentendimento amplia a percepção de que o município pode se tornar referência estratégica para as alianças e escolhas que moldarão o pleito estadual, com impactos para todo o sul da Bahia.

Para você, leitor, como avalia esse embate entre o governo estadual e a oposição em Jequié? Comente abaixo suas opiniões sobre as alianças, as obras prometidas e o futuro político da região. Sua participação é importante para entender os desdobramentos desse debate que envolve prefeitos, senadores e ministros em uma corrida que promete grandes mudanças para 2026.

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