Defesa de Mateus Cancela alega legítima defesa em caso que resultou na morte de jovem em Mucuri

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Em Mucuri, no povoado de Nova Brasília, Lucas Amaral Fidelis dos Santos, 19 anos, morreu após um ataque violento entre os dias 15 e 20 de março. Um adolescente de 13 ficou ferido. A defesa de Mateus Conceição Cancela sustenta que ele agiu em legítima defesa diante de uma ameaça real, afastando a possibilidade de homicídio. A Polícia Civil da Bahia investiga o caso, que mobiliza moradores da região.

Imagem ilustrativa relacionada ao caso em Mucuri

Segundo informações da WB Advocacia & Consultoria Jurídica, que representa Cancela, o episódio ocorreu no contexto de um incidente em que as vítimas teriam sido atacadas durante o mesmo evento criminoso. Lucas Amaral faleceu no Hospital Costa das Baleias (HECB), em Teixeira de Freitas, cinco dias após o ataque de 20 de março. O adolescente de 13 anos permanece internado, recebendo atendimento médico. As apurações iniciais indicam que as vítimas foram atingidas de forma violenta, e a Delegacia Territorial de Mucuri já instaurou inquérito para entender a dinâmica dos fatos e esclarecer a autoria.

Na defesa, a banca sustenta que Cancela foi surpreendido por um “motim de pessoas” que teriam avançado contra ele de modo agressivo, deixando-o sem alternativa senão reagir para proteger a própria vida. O texto defende que não houve intenção criminosa e que a ação se encaixa na legítima defesa prevista no artigo 25 do Código Penal, caracterizando uma excludente de ilicitude diante do risco iminente.

A nota enviada pela defesa ressalta que os fatos ainda serão amplamente esclarecidos durante a instrução processual penal, com ouvidas de testemunhas e produção de provas. A defesa afirma acompanhar o andamento do processo com rigor técnico e reafirma a confiança na atuação do Poder Judiciário para assegurar a verdade e os direitos fundamentais de seu cliente.

O caso ganhou repercussão na região após o ocorrido e levou a autoridades locais a reforçarem a investigação para entender a linha do tempo dos ataques e a participação de outras pessoas no episódio. As diligências da polícia visam identificar testemunhas, reconstruir a sequência dos acontecimentos e esclarecer a autoria dos crimes, bem como as circunstâncias que levaram à morte de Lucas.

A defesa de Cancela reforça o compromisso com a justiça e não descarta novas medidas conforme o andamento do inquérito. A expectativa é que a apuração traga respostas sobre o que ocorreu naquele dia e o que motivou os atos violentos, ajudando a esclarecer como prevenir episódios similares na cidade.

Agora, queremos ouvir você, morador de Mucuri e leitor atento: quais medidas a cidade pode adotar para evitar tragédias como esta? Deixe seus comentários e opiniões para enriquecer a cobertura com perspectivas da comunidade e contribuir para uma discussão aberta e responsável sobre segurança pública na região.

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