Médico atropela oito pessoas em 1 hora e tenta matar o próprio irmão. Vídeo

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Um médico de 60 anos, identificado como Paulo Adriano Pusty, foi preso após atropelar oito pessoas em Novo Hamburgo e Presidente Lucena, na Região Metropolitana de Porto Alegre, no dia 3 de março, e em seguida tentar matar o próprio irmão. O caso envolve uma série de atropelamentos, com cinco ocorrências em Novo Hamburgo, e aponta indícios de um surto psicótico, sem motivação clara revelada até o momento.

“Logo após a tentativa de homicídio do próprio irmão, quando o indiciado jogou o carro que conduzia sobre a casa, ele invadiu o imóvel e tentou, com um pedaço de pau, agredi-lo. O irmão só não foi espancado e morto porque conseguiu fugir por uma janela”

Segundo as investigações, após os atropelamentos, o médico voltou à residência do irmão, invadiu o imóvel, jogou o carro contra o portão e tentou agredí-lo com um pedaço de madeira. O delegado Fábio Motta Lopes, da Polícia Civil de Porto Alegre, detalha que essa sequência de atos reforça a impressão de uma atuação deliberada e violenta, sem oferecer socorro às vítimas.

O homem de 73 anos atropelado foi hospitalizado e recebeu alta no dia seguinte. Ele sofreu lesões na perna e no braço, além de danos na região abdominal, exigindo atendimento médico e monitoramento após o ocorrido.

Uma das cenas mais dramáticas mostrou uma mulher caminhando com o bebê no colo, quando o veículo atravessou na contramão, atingindo-a. A vítima teve ferimentos na perna esquerda, mas conseguiu proteger as crianças que estavam com ela.

A investigação também aponta que, em uma das vítimas, houve múltiplas lesões, incluindo fraturas em três costelas, cinco vértebras, além de clavícula e esterno, além de traumas graves na cabeça e na perna. As imagens analisadas reforçam a percepção de que o motorista buscou alcançar pedestres, mudando a direção do carro para atacar diferentes pessoas.

A polícia informou que não houve qualquer tentativa de socorro às vítimas em momento algum. O médico foi detido em flagrante no próprio dia dos ataques, por tentativas de homicídio, e a prisão foi convertida em preventiva, mantendo-o sob custódia no sistema prisional.

Até o momento, as autoridades não identificaram uma motivação clara para tais crimes. A hipótese predominante é a de que o médico vivenciava um surto psicótico durante os episódios, o que explicaria a gravidade e a falta de previsibilidade das ações. Em Novo Hamburgo, o inquérito foi concluído e o médico foi indiciado por cinco crimes relacionados aos atropelamentos.

Especialistas e autoridades ressaltam a necessidade de atenção à saúde mental e à avaliação de profissionais da área médica, especialmente quando comportamentos extremados são observados. Apesar da gravidade, a investigação mantém o foco na dinâmica dos eventos e na proteção das vítimas.

Este caso levanta questões sobre vigilância, atendimento psiquiátrico de crise e a segurança pública em situações de crise emocional. Como sociedade, é crucial acompanhar o desfecho dos procedimentos legais, bem como as ações institucionais voltadas a prevenir que episódios semelhantes ocorram no futuro. Queremos ouvir você: qual sua leitura sobre os sinais que poderiam indicar risco e como a comunidade pode contribuir para evitar tragédias como essa?

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