Limite de 35% para penduricalhos tenta frear supersalários no Judiciário

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Resumo rápido: o Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu que os penduricalhos, ou remunerações extras, ficam limitados a 35% do teto dos salários, visando frear supersalários no Judiciário. Além disso, as verbas indenizatórias passam a contribuir para esse teto, e há um adicional por tempo de carreira (5% a cada cinco anos), também limitado aos 35%. Mesmo com isso, a remuneração total pode alcançar aproximadamente R$ 78 mil por mês no fim da carreira. A decisão projeta uma economia de cerca de R$ 7,3 bilhões por ano a partir de 2025 e aguarda encaminhamentos no Congresso, que pode incluir a matéria na reforma administrativa.

Penduricalhos são benefícios remuneratórios extras que não entram no teto constitucional. Até agora, embora o teto para ministros do STF fosse de R$ 46.366,19, verbas indenizatórias permitiram que alguns profissionais recebessem até quase R$ 99 mil por mês. O STF decidiu que tais pagamentos devem ficar limitados a 35% do teto, somados ao adicional de tempo de carreira — um incremento de 5% a cada cinco anos — que também não pode ultrapassar esse mesmo teto.

Como fica a regra:

  • Parcela de valorização por tempo de antiguidade (5% a cada cinco anos, até 35%).
  • Diárias de viagens;
  • Ajuda de custo (remunera deslocamentos por remoção, promoção ou nomeação);
  • Pro-labore por atividade de magistério;
  • Gratificação por exercício em comarca de difícil provimento;
  • Indenização de férias não gozadas (limitada a 30 dias);
  • Gratificação por exercício cumulativo de jurisdição ou de ofícios (quando houver acúmulo real de funções);
  • Valores retroativos reconhecidos até fevereiro de 2026 (pagamento está suspenso até auditoria).

Verbas que não entram no limite:

  • 13º salário;
  • Terceiro adicional de férias;
  • Auxílio-saúde (com comprovante de gastos);
  • Abono de permanência;
  • Gratificação por acúmulo de funções eleitorais.

As regras aprovadas devem vigorar até que o Congresso legisle sobre o tema. Uma possibilidade é a inclusão da matéria na reforma administrativa, em tramitação na Câmara, sob o guarda?chuva de uma proposta que visa estabelecer uma tabela única de remuneração para todos os servidores públicos do país.

Segundo o STF, a estimativa de economia atinge cerca de R$ 7,3 bilhões ao ano com base na média de 2025. A decisão reforça que a soma de vantagens não pode ultrapassar o teto, promovendo maior controle sobre as folhas de pagamento do Judiciário e promovendo maior transparência. Além disso, a decisão aponta que, até que haja uma regra geral, as novas normas passam a valer de imediato, com a expectativa de um ajuste mais amplo no curto prazo.

Para ilustrar o tema e favorecer a compreensão pública, apresentamos uma galeria de imagens que mostra o contexto e as discussões em torno do tema, com registros de momentos-chave do debate no Judiciário e no STF.

Encerramos com um convite: quais impactos você percebe que essa mudança pode trazer para a transparência dos gastos públicos? Compartilhe sua opinião nos comentários abaixo. Sua leitura ajuda a ampliar o debate sobre como os salários dos poderes devem alinhar-se aos princípios de responsabilidade fiscal e Justiça para com o contribuinte.

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