Resumo: A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) realiza nesta quinta-feira, 26 de março, a escolha do novo presidente da Casa. O pleito, em formato híbrido, define quem assume o mandato-tampão e, conforme a linha de sucessão, torna-se o futuro governador do estado até a realização da eleição indireta para o governo.
A votação está marcada para as 14h15 e será conduzida pelo atual presidente em exercício, Guilherme Delaroli (PL). O processo prevê cinco sessões, com voto aberto, permitindo participação presencial ou remota dos membros da casa, em um cenário de transição institucional que acompanha o aperto de questões de transparência no governo fluminense.
O Rio de Janeiro vive interinamente desde que o ex-governador Cláudio Castro (PL) renunciou, em 2025, para concorrer nas eleições deste ano. O governo interino vem sendo chefiado pelo desembargador Ricardo Couto de Castro, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). O vice-governador Thiago Pampolha (MDB) já havia renunciado, em 2025, para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).
Pouco tempo depois, Castro e Pampolha foram considerados inelegíveis pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico em um caso que envolvia contratações de servidores sem transparência. O TSE autorizou a eleição indireta para o mandato-tampão, de modo que o novo presidente da Alerj ficará no cargo até a realização da eleição completa do governo estadual.
A eleição da Alerj terá formato híbrido, com participação presencial e remota dos deputados, em busca de continuidade administrativa durante a transição. Essa configuração reflete a necessidade de manter o funcionamento do Legislativo mesmo diante das turbulências políticas que cercam o governo do estado.
Presidente da Alerj cassado e cenário de tensão política também aparecem em outra frente. O ex-deputado Rodrigo Bacellar (União) não reassumiu a presidência da Casa, afastado pelo STF. A Polícia Federal investiga vinculações dele em um esquema de vazamento de dados sigilosos para facções criminosas. Nesta semana, o TSE ordenou a cassação imediata do mandato de Bacellar, além da inelegibilidade, e determinou a retotalização — o recalculo da distribuição das vagas com base nos votos válidos remanescentes.
Momento crucial para o Legislativo e para o estado, a apuração e a definição sobre o mandato-tampão devem moldar a governança local nos próximos meses, até a conclusão da eleição indireta que deve ocorrer nos próximos desdobramentos políticos. A direção da Alerj assume o papel de manter a normalidade institucional enquanto o Rio de Janeiro busca um encaminhamento estável para o futuro governo.
Confira abaixo a galeria com as imagens da cobertura, destacando momentos-chave da votação e da crise política que envolve o governo fluminense.



Para ouvir a leitura deste texto e acompanhar a cobertura em tempo real, acompanhe as próximas atualizações sobre a Alerj e o governo do estado, que devem trazer novos desdobramentos sobre a composição da Casa e o ritmo das decisões que impactam a vida dos cidadãos.
E você, leitor, qual é a sua leitura sobre a eleição para a presidência da Alerj e as mudanças no cenário de governança do Rio de Janeiro? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe suas expectativas para os próximos meses de atuação do Legislativo e do Executivo no estado.

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