O instrutor de jiu-jítsu Melquisedeque Galvão, à frente da academia BJJ College em Jundiaí, interior de São Paulo, ganhou uma nova linha de acusações nesta terça-feira (12/5). Ele segue preso desde 28 de abril, após denúncias de abuso sexual contra alunas menores, e agora é denunciado por tentativa de intimidação, conforme anunciou a deputada Alessandra Campêlo (PSD-AM) durante sessão da Assembleia Legislativa do Amazonas.
Nas redes sociais, Alessandra Campêlo também divulgou o vídeo em que Melquisedeque aparece com o celular dentro da prisão, supostamente intimidando atletas da BJJ College. Nas gravações, ele conversa com atletas da equipe e faz comentários que teriam o objetivo de pressioná-los.
A atleta conhecida como Mica — que é filha do professor — é citada nas imagens. Ela aparece envolvida na dinâmica descrita pela deputada, que reforçou o papel da Procuradoria da Mulher da Aleam no caso e assegurou a proteção das vítimas, além da responsabilização dos envolvidos.
De acordo com o histórico apresentado pela polícia, três alunas já formalizaram denúncias contra Melquisedeque. A investigação aponta que os abusos teriam ocorrido, em parte, durante um campeonato fora do Brasil, o que reforça a necessidade de apuração cuidadosa por parte das autoridades.
O instrutor foi detido em Manaus, após decisão da Polícia Civil de São Paulo, e transferido para uma prisão no interior paulista na primeira semana de maio. As apurações seguem em andamento, com a participação da defesa e das vítimas para esclarecer os fatos.
Este caso reacende o debate sobre a responsabilidade de profissionais do esporte na proteção de jovens atletas e a importância de medidas rápidas para resguardar a integridade de quem pratica as modalidades. A atuação da Procuradoria da Mulher da Aleam, segundo Campêlo, busca garantir o acolhimento adequado às vítimas e a punição a quem cometer abusos.
Como você vê a cobrança por transparência e responsabilização de líderes de equipes esportivas diante de acusações graves como estas? Deixe seu comentário para a gente entender quais medidas você considera mais eficaz para proteger atletas e prevenir casos semelhantes.