Em 64 dias de negociações, a greve dos rodoviários de Paulo Afonso terminou com um acordo que prevê 18,34% de reajuste salarial, plano de saúde e aumento de 5% no ticket de alimentação. A decisão ocorreu depois que a prefeitura, o Sindimetro — representado pelo presidente Mario Cleber — e a empresa que gerencia os trabalhadores chegaram a um entendimento que garante o funcionamento normal da frota a partir de Corpus Christi. O prefeito Mario Galinho (PSD) atuou como ponte entre as partes, facilitando a negociação. O sindicalista descreveu o acordo como o maior reajuste rodoviário já visto no Brasil.
Antes do acordo, a greve já estava em aberto após a contraproposta da empresa de apenas 4,39% de reajuste e de 12% no vale-alimentação e na cesta básica. Em mensagens nas redes sociais, o prefeito afirmou que não haveria reajuste nos valores da passagem e reforçou o compromisso com o funcionamento normal do serviço. Mario Cleber celebrou a conquista, destacando o impacto positivo para os trabalhadores e para a mobilidade da cidade.
Desde 2019, o grupo já vinha manifestando insatisfação com os salários pagos aos rodoviários de Paulo Afonso, considerados entre os mais baixos entre as grandes cidades da Bahia. O sindicalista descreveu a situação como prejudicial ao desenvolvimento logístico da cidade, destacando que o salário atual não acompanha o custo de vida nem as demandas do setor.
Com o acordo, a frota deverá operar normalmente a partir do feriado de Corpus Christi, permitindo ao público transporte estável durante o período de festas. Além do reajuste, o acordo prevê melhorias no plano de saúde e no auxílio de alimentação, aliviando as dificuldades enfrentadas pelos motoristas.
E você, o que achou desse desfecho? Comente abaixo sua opinião sobre o reajuste, a mobilidade no município e o impacto para quem depende do transporte público.
