Carlos Viana trabalhou em TV da Lagoinha enquanto mandou emendas à fundação da igreja

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Resumo: o senador Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS, passou a apresentar o programa Brasil Notí­cias na Rede Super, da Igreja Lagoinha, em abril de 2021, enquanto seguia exercendo o mandato. Reportagens e decisões judiciais trazem à tona repasses de emendas parlamentares via a Fundação Oasis, braço social da igreja, com a Procuradoria-Geral e o STF cobrando esclarecimentos sobre a origem e a aplicação desses recursos. A investigação envolve ligações entre o político, a emissora e entidades ligadas à igreja, suscitando questionamentos sobre transparência e uso de verbas públicas.

O eixo da apuração gira em torno das emendas apresentadas por Viana e destinadas à Fundação Oasis, criada em Belo Horizonte. O primeiro repasse identificado ocorreu em 2019, quando Viana mandou uma emenda de R$ 1,5 milhão à prefeitura de Belo Horizonte, que acabou destinada à fundação, segundo a apuração. Em 2023, houve mais R$ 1,47 milhão e, em 2025, outra quantia de R$ 650,9 mil, todas com carimbo de uma filial, a Fundação Oasis de Capim Branco, localizada na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Tais movimentações atraíram a atenção do Supremo Tribunal Federal, que pediu explicações sobre a transparência e a rastreabilidade de recursos públicos vindos de emendas.

Em resposta, o ministro do STF Flávio Dino determinou o envio de ofício ao senador para que se manifeste sobre os fatos no prazo de cinco dias úteis, citando a necessidade de cumprir o acórdão de dezembro de 2022 que fixou balizas para a transparência de verbas. A CPMI do INSS também investiga se houve favorecimento institucional ligado à Igreja Lagoinha, especialmente após a revelação de repasses e de possíveis vínculos com pessoas e empresas associadas à igreja. A ideia central é entender se houve ocultação de destinatários ou desvios de finalidade das emendas.

A defesa de Viana sustenta que ele não cometeu conflito de interesses. Em nota enviada à imprensa, o senador afirmou ser jornalista de formação, ter atuado por mais de 23 anos em diversas emissoras e explicar que sua participação como apresentador ocorreu no âmbito profissional, sem relação com o mandato parlamentar ou com a destinação de recursos públicos. A defesa assegura que não há irregularidade ou conflito de interesse, reiterando que seu trabalho na Rede Super foi desenvolvido dentro da atividade jornalística, não envolvendo a função pública.

Entre os desdobramentos, surgem ligações entre a Igreja Lagoinha, o pastor André Valadão e o empresário Fabiano Zettel, apontados como parte de um círculo que envolve operações sociais e investimentos. Zettel é citado como operador financeiro próximo ao fundador do Banco Master e, segundo investigações, esteve ligado a operações associadas à igreja. A própria Lagoinha já esteve sob escrutínio pela CPMI do INSS, em função de eventos realizados em estádios e de investimentos sob suspeita de favorecimento, ampliando a pauta de dúvidas sobre a atuação de entidades religiosas na gestão de recursos públicos.

Além disso, houve controvérsias sobre a atuação de fintech vinculada à Lagoinha, a Clava Forte Bank, ainda sem convocação formal para prestar depoimento pela CPMI. Em meio a esses episódios, a imprensa tem destacado a necessidade de maior transparência na relação entre emendas, entidades sociais e organizações religiosas que atuam na cidade e na região metropolitana onde se concentram os recursos analisados. Enquanto a CPMI avança, o tema continua gerando debate público sobre limites entre atuação política, imprensa e organizações da sociedade civil.

Para o público, a história reforça a importância de acompanhar como as verbas públicas são encaminhadas e fiscalizadas, bem como de entender os mecanismos que ligam o poder legislativo, veículos de comunicação e instituições filantrópicas. O tema, ainda aberto, coloca em foco a necessidade de maior clareza nos processos e na prestação de contas, para que a população possa avaliar impactos reais sobre políticas públicas e serviços prestados à cidade e à região.

E você, leitor, o que pensa sobre a relação entre emendas parlamentares, veículos de comunicação e entidades sociais? Deixe sua opinião, contribua com seus pontos de vista nos comentários e participe do debate público sobre transparência e responsabilidade na gestão de recursos públicos.

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