Resumo: Em entrevista ao Metrópoles, o Distrito Federal vive um momento de introspecção na gestão da saúde. O governador Ibaneis Rocha admite arrependimento por não ter resolvido de modo definitivo os problemas do setor, destaca o peso da pandemia na condução de projetos e apresenta uma projeção de avanços até junho, com atenção especial às cirurgias oftalmológicas para devolver a visão a dezenas de milhares de moradores.
Na conversa, Ibaneis reconhece que o atraso na solução de questões de saúde decorreu, em parte, da pandemia. “É um arrependimento meio que tem a sua temperança”, afirmou, enfatizando que a crise sanitária atrasou projetos de longo prazo na rede pública e exigiu ajustes emergenciais na gestão financeira do governo.
Ele lembra que, durante dois anos, grande parte do investimento destinado à saúde precisou ser redirecionado para atender às vítimas da Covid-19, o que deixou lacunas em ações de curto prazo e contribuiu para o acúmulo de demandas. “Foram dois anos que todo o investimento que era para ter sido feito na saúde se direcionou para cuidar das vítimas da pandemia”, reforçou, destacando o intenso peso dessa época sobre a rede.
Sobre o saldo de obras, o governador cita planos para construção de novos hospitais que não puderam avançar como o esperado. “Arrependo? Sim. Poderia ter feito mais? Sim.” Ainda assim, ele aponta avanços: a entrega de sete Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), além das seis já existentes, com previsão de inaugurar mais seis unidades pela vice-governadora Celina Leão, ao longo do tempo.
Ibaneis detalha o acúmulo de atendimentos pendentes: “35 mil cirurgias eletivas ficaram acumuladas”, admitiu. Para enfrentar a fila, a gestão projeta acelerar o atendimento nos próximos meses, com ênfase especial na área oftalmológica, cuja meta é realizar 6,6 mil cirurgias para devolver a visão a pacientes com catarata.
No conjunto de ações da saúde no DF, o governador ressalta avanços, como a expansão da rede de atendimento com a inauguração de novas UPAs. Ao todo, foram entregues sete unidades, além das seis existentes, e outras seis devem ser inauguradas pela vice-governadora Celina Leão, sinalizando uma estratégia de melhoria gradual da eficiência do serviço público.
Apesar dos desafios, Ibaneis afirma que houve progresso e que os aprendizados de cada etapa servirão de lição para futuras gestões. E você, leitor, como avalia a atuação da gestão da saúde no Distrito Federal diante desse contexto? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe do debate sobre como ampliar o cuidado médico e reduzir as filas de espera.

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