Simões sanciona reajuste salarial de servidores em MG; veja detalhes

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O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), sancionou o reajuste salarial dos servidores estaduais, com impactos diferenciados por órgão. O destaque fica para 5,4% para a maioria dos trabalhadores, com efeitos retroativos a 1º de janeiro de 2026. Outros órgãos terão percentuais distintos, incluindo altas vantagens para alguns cargos específicos, já com retroatividade observada em maio de 2025. A celebração ocorreu após aprovação na Assembleia e a assinatura é vista como uma vitória inicial do novo governo junto à cidade e à população de trabalhadores.

Quem será beneficiado e em que condições. O reajuste é, de forma geral, linear de 5,4% para servidores ativos, inativos e pensionistas do Executivo estadual. Entretanto, outros órgãos terão percentuais diferentes: TJMG (5,53%, retroativo a maio de 2025); MPMG (5,53%, também retroativo a maio de 2025); Defensoria Pública de MG (4,44%); TCE-MG (10,94%, válido pelas perdas inflacionárias acumuladas); e ALMG (5,4%).

A tramitação ocorreu em ritmo acelerado na Assembleia, justamente para cumprir o calendário eleitoral. O projeto passou por dois turnos de votação e seguiu para sanção do governador, com a perspectiva de publicação no Diário Oficial ainda nesta edição extra desta terça-feira. Sem a sanção dentro do prazo, o reajuste poderia ser questionado ou até barrado por restrições eleitorais.

O motivo de tanta pressa está no contexto político e eleitoral. O reajuste já havia sido proposto na gestão anterior de Romeu Zema (Novo), que deixou o cargo para disputar a Presidência. Simões assumiu e lançou, junto à Assembleia, uma das primeiras vitórias políticas do seu governo. A aprovação e a sanção do aumento são vistas como um aceno de continuidade entre os poderes estadual e legislativo, em meio a um cenário de expectativa entre servidores.

Mesmo com a confirmação oficial, a reação dos trabalhadores não se sincronizou com a notícia de forma unânime. Sindicatos afirmam que o índice de 5,4% não compensa as perdas acumuladas ao longo de anos e prometem manter mobilizações por reajustes maiores e por reestruturação de carreiras. Durante a tramitação, houve protestos em frente à ALMG, com críticas ao governo estadual e à política salarial. O tema permanece como uma pauta de cobrança constante, especialmente entre quem vive do salário público na cidade e na região.

Conclusão e leitura para o leitor: a sanção do reajuste marca um checkpoint importante para o governo Simões e para os trabalhadores mineiros, ao mesmo tempo em que acende o debate sobre o equilíbrio entre reajustes, inflação histórica e a necessidade de reajustes estruturais. Como você enxerga esse aumento no seu dia a dia e no funcionamento dos serviços públicos? Compartilhe sua opinião nos comentários e traga sua perspectiva sobre o que esse ganho representa para a cidade, para a região e para o serviço público como um todo.

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