Petistas dobram aposta contra relator da CPMI e cobram exame de DNA

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Resumo: após o encerramento da CPMI do INSS no Congresso, as lideranças petistas intensificaram a denúncia contra o relator Alfredo Gaspar (PL-AL), pedindo que ele se submeta a um exame de DNA para esclarecer acusações de violência sexual envolvendo uma jovem de 21 anos, que afirma ter sido abusada aos 14. O clima é de acirramento entre aliados e opositores, com novos elementos surgindo e a Polícia Federal passando a desempenhar papel central nas apurações.

Para o PT, o material apresentado pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) e pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) à Polícia Federal não é furada e reúne dados concretos contra o relator. Segundo integrantes do partido, há depoimentos e mensagens que poderiam sustentar a denúncia, reforçando a necessidade de uma perícia independente para esclarecer se houve relação com uma menor de idade na época descrita e se há elementos suficientes para instruir uma investigação.

Lideranças do PT afirmam que a única saída viável para Gaspar é concordar com um exame de DNA. A defesa, por sua vez, sustenta que a criança mencionada seria fruto do relacionamento entre um primo dele, ainda menor de idade, e outra jovem. Ainda assim, os aliados do relator dizem ter prints de conversas entre Gaspar e um familiar da vítima, sugerindo que o relator possa ter sido alvo de chantagem ou de rumores que não se confirmam por si sós.

Segundo apuração da imprensa, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, já encaminhou a denúncia contra Gaspar para a corregedoria. O órgão é responsável por avaliar a competência da PF para investigar o deputado e por indicar se há elementos suficientes para instaurar um inquérito, o que pode redefinir o ritmo das ações na CPMI do INSS.

Na sexta-feira (27/3), Lindbergh revelou ter protocolado uma notícia-fato na PF com a denúncia por suposto estupro de vulnerável. A acusação sustenta que Gaspar manteve relação com uma garota de 14 anos à época, gerando o nascimento de uma criança não reconhecida pelo parlamentar. Gaspar nega, afirmando que a criança seria filha de um primo dele, menor de idade, com outra moça, versão que ainda passa por checagens entre as autoridades.

As interpretações divergentes ganham força com depoimentos que já chegaram aos investigadores e com mensagens atribuídas a Gaspar. Os petistas defendem que o caso não pode ficar apenas no campo político, ressaltando que o Ministério Público e a PF precisam esclarecer as relações entre as pessoas envolvidas. O desfecho da CPMI, dizem, pode depender de como a PF e a corregedoria operarem nos próximos dias e semanas, para evitar que o episódio se arraste sem conclusões.

A discussão permanece acalorada, com pressões de partidos e a expectativa de novo posicionamento dos órgãos de fiscalização. O tema volta a ocupar as manchetes do noticiário, em meio a avaliações sobre o andamento da CPMI do INSS e o impacto de eventuais conclusões para o cenário político. Vamos acompanhar os desdobramentos e as reações oficiais nos próximos dias.

E você, leitor, o que acha do andamento dessas denúncias e da atuação da Polícia Federal? Deixe sua opinião nos comentários e indique quais aspectos você considera mais relevantes para a apuração e o equilíbrio entre responsabilidades políticas e jurídicas.

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