Radiovaldo destaca impactos da privatização da RLAM no aumento do combustível na Bahia e defende reestatização

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Resumo rápido: Em Salvador, o debate sobre a privatização da RLAM volta à tona, com o deputado Radiovaldo Costa (PT) advertindo que a medida tende a pressionar os preços de combustíveis na Bahia. Dados da ANP mostram que a capital baiana já figura entre as cidades com gasolina mais cara do país, ocupando a 9ª posição no ranking, com a média em torno de R$ 6,99 por litro em março. Costa participou de um ato ao lado do presidente Lula e disse que, diante da volatilidade do mercado global, a recompra pela Petrobras aparece como uma solução que pode beneficiar o estado com mais empregos, arrecadação e preços mais alinhados à realidade local.

O parlamentar relembra o processo de privatização ocorrido em 2021 e sustenta que, na prática, a tendência tem sido de alta nos preços. Segundo ele, Bahia e Amazonas hoje concentram alguns dos combustíveis mais caros do Brasil, resultado direto das mudanças no setor de refino. Ele lembra que o preço ao consumidor é influenciado pela dinâmica de produção e de aquisição de petróleo, que, no caso de RLAM, envolve decisões ligadas ao negócio de privatização e à estrutura de preços de refino.

Costa explica que o cenário é agravado pela instabilidade do mercado internacional. O Mubadala, fundo árabe que detém a RLAM, não produz petróleo: compra tudo no mercado global ao preço do Brent. Ele cita um exemplo de comparação de preços entre estados: esteve no Rio de Janeiro recentemente, abastecido pela Petrobras, e observou que a gasolina na Bahia pode chegar a ter uma diferença de R$ 1,00 por litro.

Sobre uma possível recompra, o deputado afirma que a negociação permanece em pauta e que o Mubadala não tem oposição à venda, desde que haja viabilidade comercial. Ele aponta que há interesse também da própria estatal brasileira de retomar o controle, o que, segundo ele, reforçaria a capacidade de processamento local e poderia favorecer empregos e arrecadação estaduais. Costa ressalta que a decisão final depende de acordos entre as partes, mas vê com bons olhos uma sinalização de Lula, durante a visita à Bahia, sobre a possibilidade de a Petrobras assumir novamente a RLAM, o que, na prática, poderia ampliar o processamento, criar empregos e ampliar a arrecadação regional, ajustando os preços à realidade.

Para a cidade, o debate é mais do que números: é sobre estabilidade econômica, custos diários e o futuro da indústria regional de combustíveis. À medida que o governo federal avalia caminhos, moradores aguardam sinais que possam traduzir-se em preços mais justos e em maior competitividade da região. Compartilhe suas opiniões nos comentários e conte como essa discussão pode afetar o seu dia a dia na Bahia.

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