Moradores de Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo, realizaram um protesto na Rua Alexandre Davidenko após a morte de Thawanna da Silva Salmazio, de 31 anos, ocorrida durante uma abordagem policial na madrugada de sexta-feira. A manifestação, que começou no fim da tarde, gerou barricadas e incêndio em objetos, atraindo a atuação de equipes de resgate e do policiamento. A investigação das circunstâncias já começou, com a Secretaria de Segurança Pública afirmando que as imagens das câmeras corporais serão analisadas para esclarecer os fatos.
Segundo relatos de moradores, o protesto ganhou contornos de confronto quando equipes do Choque chegaram ao local para dispersar a multidão. De acordo com o Corpo de Bombeiros, houve incêndio em objetos improvisados e tentativas de bloqueio de vias. A Polícia Militar montou cinco pontos de bloqueio na região para evitar novos confrontos e manter a circulação em segurança. Um pelotão do 4º BAEP foi destacado para reforçar a ordem pública no perímetro, especialmente próximo ao ponto onde ocorreu a morte.
No boletim de ocorrência, elaborado com base em relatos oficiais, Thawanna e o marido, Luciano dos Santos, caminhavam pela rua quando a viatura da PM passou ao lado deles. Segundo o registro policial, Luciano acabou esbarrando no retrovisor do veículo e, ao ser chamado pela equipe, os agentes retornaram ao local. Os PMs relataram que Thawanna, em tom exaltado, teria se envolvido em uma discussão e, conforme o texto, chegou a agredir fisicamente a agente Yasmin Cursino Ferreira.
A versão apresentada pelo marido, no entanto, diverge. Em depoimento, Luciano afirmou que uma policial desceu da viatura e atirou contra a esposa. Ele disse ainda ter retirado a blusa e a bolsa para demonstrar que não representava risco, tentando mostrar que não havia violência por parte dele ou da vítima. As diferenças entre os relatos acendem a necessidade de uma apuração completa para esclarecer as circunstâncias da abordagem e da morte.
A Secretaria da Segurança Pública informou que as imagens das câmeras corporais usadas pelos agentes serão analisadas pela investigação, que também envolve a suspensão temporária de atuação dos policiais até o fim do inquérito. O caso foi registrado no 49º Distrito Policial (Sao Mateus) como resistência, o que representa a linha inicial de apuração até que novas informações sejam obtidas. A apuração segue em andamento, com dados clínicos ainda não confirmados pela família ou pela defesa.
As circunstâncias da morte de Thawanna continuam gerando comoção na região e entre os moradores que acompanham de perto as investigações. A prefeitura não divulgou novas informações oficiais sobre o desfecho do episódio, e a cidade aguarda respostas mais precisas sobre o que motivou a reação policial e quais medidas serão adotadas para evitar que incidentes semelhantes se repitam.
Se você esteve na região ou tem informações, compartilhe seus relatos para ajudar a compor o quadro completo deste caso. Comente abaixo com seu ponto de vista ou perguntas que gostaria que as autoridades respondessem. A cidade acompanha com atenção e espera esclarecimentos transparentes sobre as ações da PM e as investigações em curso.

Comentários do Facebook