Polícia Civil investiga morte de mulher baleada por PM em Cidade Tiradentes; protestos marcam a região
Resumo rápido: A Polícia Civil de São Paulo abriu inquérito para apurar a morte de Thawanna da Silva Salmazio, 31 anos, baleada por uma policial militar na noite de 3 de abril, em Cidade Tiradentes, na zona leste. O companheiro da vítima, Luciano Gonçalves dos Santos, deverá responder por resistência. A policial que efetuou o disparo, Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, consta como vítima na ocorrência. Imagens de câmeras e depoimentos são analisados e o caso foi registrado no 49º Distrito Policial (São Mateus).
Segundo a versão da Polícia Militar, o casal discutia na via quando a viatura passou pela região. A PM afirma que Luciano desobedeceu ordens, gritou contra a equipe e tentou se aproximar da viatura, o que levou a intervenção. A corporação também afirma que há indícios de embriaguez em ambos e que o homem precisou ser contido por gestos de contenção. Em certo momento, Thawanna teria começado a apontar o dedo na direção da policial e a agredi-la.
Já Luciano contesta parte do relato oficial. Em depoimento, ele diz que não houve abordagem prévia e que a viatura desceu atirando, sem qualquer sinal de paralisação. Ele relata que a viatura passou pela rua em alta velocidade, o que teria assustado o casal. A versão do servente de pedreiro sobre o ocorrido diverge da narrativa apresentada pela policial, o que está sendo apurado pela investigação.
Horas depois do ocorrido, moradores da região realizaram protesto na Rua Alexandre Davidenko. Eles ergueram barricadas e atearam fogo em objetos, chamararam o Corpo de Bombeiros e equipes do choque para o local. Houve confronto entre moradores e policiais, com uso de bombas de gás lacrimogêneo. Também houve tentativa de colocar fogo em um ônibus. Até o momento, não foram confirmados feridos ou detidos.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que as imagens das câmeras corporais dos agentes serão analisadas pela corporação. Os policiais envolvidos foram afastados de funções até o fim da apuração. O caso é registrado no 49º Distrito Policial (São Mateus), e a investigação depende de novos depoimentos e de perícias para esclarecer as circunstâncias do disparo e as condutas de todos os envolvidos.
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Contexto e desdobramentos
O caso envolve uma pessoa baleada durante uma ação policial, com consequências para a investigação que mira condutas de uma policial militar e de policiais civis. A investigação busca esclarecer se houve excesso ou falhas de protocolo, além de apurar as denúncias de resistência apresentadas pelo companheiro da vítima. As imagens de câmeras corporais serão fundamentais para confirmar ou refutar as versões apresentadas pelas partes envolvidas.
A repercussão na cidade tem sido marcada por manifestações e debates sobre o uso de força policial em ruas da zona leste. Moradores demandam transparência, responsabilização e apuração rigorosa dos fatos. As autoridades afirmam que, até o fim da apuração, todas as informações serão avaliadas com a devida cautela para evitar conclusões precipitadas.
A conclusão do inquérito depende de perícias técnicas, depoimentos adicionais e a análise de imagens de câmeras que registraram o momento do disparo e as ações subsequentes. O objetivo é esclarecer exatamente o que ocorreu, o que foi dito entre as partes e quais foram as decisões que antecederam a tragédia, garantindo que as respostas cheguem à população com clareza e rapidez.
E você, qual é a sua leitura sobre os desdobramentos desse caso? Acredita que a apuração está seguindo o ritmo adequado ou vê fragilidades no processo? Deixe seu comentário com a sua opinião, suas perguntas ou sugestões de abordagem para os próximos desdobramentos.
