Justiça de SP solta suspeito de participar de roubo à biblioteca Mário de Andrade

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Resumo: Em dezembro de 2025, 13 obras da Biblioteca Mário de Andrade foram roubadas no centro de São Paulo. Gabriel Pereira de Mello, conhecido como Gargamel, permanece foragido; Felipe dos Santos Fernandes, o Sujinho, segue preso. Nesta segunda-feira, 6 de abril de 2026, o Tribunal de Justiça de São Paulo autorizou a soltura de Luís Carlos Nascimento, o Magrão, sob medidas cautelares por não haver comprovação de participação efetiva dele no crime. O acervo está avaliado em cerca de R$ 1,325 milhão e não há confirmação de recuperação até o momento, enquanto a investigação avança para localizar os responsáveis e reaver as obras.

O roubo ocorreu na manhã do dia 7 de dezembro de 2025, quando Gabriel e Felipe chegaram à Biblioteca Mário de Andrade por volta das 10h20. Um segurança e um casal que estavam no local foram rendidos, e em pouco mais de 20 minutos eles levaram as 13 obras roubadas, entre gravuras de Henry Matisse e peças de Candido Portinari. O prejuízo estimado foi de pelo menos R$ 1,325 milhão, conforme registros oficiais da investigação. A narrativa dos investigadores aponta para um planejamento que já vinha sendo desenhado há cerca de um mês, com o objetivo de subtrair o acervo de alto valor artístico.

A apuração detalha os passos da fuga. O veículo usado apresentou uma pane elétrica na Rua João Adolfo, a menos de dois quilômetros da biblioteca, forçando os suspeitos a seguir a pé. Em determinado momento Felipe pagou R$ 30 a um usuário de drogas para auxiliar na movimentação das obras. Às 11h, Gabriel chegou ao prédio onde mora, carregando a primeira leva das obras roubadas e foi flagrado quebrando molduras do acervo subtraído. A Polícia Civil aponta Magrão como ligado ao esquema de transporte, embora a liminar tenha entendido que a prova de uma participação efetiva não era suficiente para mantê-lo preso preventivamente, impondo, em vez disso, as medidas cautelares citadas.

À noite, a esposa de Gabriel, Cicera de Oliveira Santos, foi vista chegando ao imóvel dele com duas sacolas contendo obras; ela as entregou ao esposo, que já não estava no local. Cicera foi presa em 19 de dezembro. Por volta das 20h30, Gabriel foi avistado na Estação Parque Dom Pedro, deslocando-se para Itaquera, onde foi registrado pela última vez pela polícia. A defesa de Magrão, representada pelos advogados Marcos Sá e Fábio Abyazar, celebrou a decisão do TJSP e afirmou à imprensa que a inocência do acusado seria comprovada ao longo do processo.

Relembre o caso: entre as 15 obras citadas na cobertura, 13 integramam o acervo roubado, com oito gravuras da série Jazz de Henri Matisse e cinco de Candido Portinari. Entre as peças aparecem títulos como The Circus, The Nightmare of the White Elephant e Mulher Morta, todas registradas pela Prefeitura de São Paulo como parte do acervo roubado. A magnitude do crime e o valor envolvido destacam a necessidade de recuperação rápida das obras e de responsabilização dos envolvidos.


Ao analisar o conjunto de evidências, a Polícia Civil mantém a hipótese de que o acervo continua sob guarda de Gabriel, que permanece foragido. A Justiça determinou o bloqueio de valores relacionados aos suspeitos até que se esclareça a titularidade das obras e se confirme a recuperação do material furtado. Enquanto isso, Felipe dos Santos Fernandes permanece detido desde o mês de dezembro, com a defesa alegando que as provas contra ele não configuram participação efetiva no roubo.

Em termos processuais, o habeas corpus apresentado pela defesa de Magrão teve deferimento com a substituição da prisão por medidas cautelares. A defesa sustentou que a inocência do homem será comprovada durante a instrução processual, destacando que a acusação não apresenta provas suficientes de participação direta dele no crime. A decisão do TJSP foi recebida com ressalvas pela imprensa local, que acompanha o desdobramento do caso com atenção à incorporação de novas informações pela investigação.

Este caso, que envolve obras de alto valor histórico e artístico, suscita debates sobre os mecanismos de proteção de acervos públicos e a resposta das instituições a roubos de grande escala. A secretaria responsável pela biblioteca informou que acompanhará de perto o andamento das apurações, bem como a recuperação das peças, que representam parte importante do patrimônio cultural da cidade. A polícia civil mantém o compromisso de localizar as obras e responsabilizar os envolvidos de forma proporcional à gravidade do ato.

E você, leitor, qual é sua opinião sobre as medidas tomadas pela Justiça e pela polícia neste caso? Como acredita que o sistema de proteção de acervos pode ser aprimorado para evitar novos roubos de obras de arte? Deixe seu comentário abaixo com suas perspectivas e sugestões.

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