A poucas horas do fim do prazo de Trump ao Irã, petróleo bate US$ 116

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Resumo: A escalada entre os Estados Unidos e o Irã elevou a tensão no comércio global de petróleo, com o anúncio de um ultimato do presidente americano para que Teerã reabra o Estreito de Ormuz. Enquanto isso, os preços do petróleo deram sinais de alta, refletindo o receio de interrupções no fornecimento. O mercado acompanha de perto as falas de Washington e as respostas de Teerã, em meio a uma previsão de volatilidade que pode durar dias.

Às 10h45 (horário de Brasília), o contrato futuro para maio do petróleo tipo WTI subia 3,3%, negociado a US$ 116,12 por barril. No mesmo instante, o Brent para junho registrava alta de 0,84%, a US$ 110,69. A escalada já era visível desde as primeiras horas do dia: às 8h35, o WTI avançava 1,95%, para US$ 114,60, enquanto o Brent subia 0,9%, para US$ 110,76. Esses movimentos mostram a sensibilidade do mercado às incertezas políticas na região.

O ultimato de Trump chegou em meio a uma coletiva na Casa Branca, com o presidente americano cobrando a reabertura do Estreito de Ormuz, rota marítima crítica que liga o Golfo Pérsico a outras regiões do mundo. O estreito, que concentra entre 20% e 30% do petróleo mundial e uma parcela significativa do gás natural liquefeito, é considerado um corredor essencial para a economia global. A cobrança intensifica a pressão sobre Teerã, já envolvido em um cenário de disputa com Washington.

Um plano de cessar-fogo falho também permeia a pauta: uma proposta mediada pelo Paquistão previa 45 dias de trégua inicial e uma reabertura gradual da rota de transporte de petróleo. O Irã classificou os termos como ilógicos e reiterou que não negocia sob ameaça, enquanto Washington não recuou de sua posição. A falta de acordo aumenta as incertezas sobre o fluxo de petróleo e o equilíbrio dos preços globais nos próximos dias.

As trocas de ameaça e reposta seguiram com Trump ameaçando diretamente a infraestrutura iraniana, citando pontes e usinas de energia como alvos potenciais caso não haja acordo. Em Teerã, autoridades rejeitaram as pressões, descrevendo as ameaças como delirantes e insolentes. O chefe do comando militar iraniano, Ebrahim Zolfaghari, afirmou que os EUA não conseguirão reparar a “humilhação” na região, enquanto o porta-voz militar chamou as falas de Trump de grosseiras e infundadas.

Cenário de mercado e próximos passos O mercado global permanece em alerta, com investidores divididos entre o otimismo de encontrar uma saída diplomática e o temor de uma escalada que interrompa a principal rota de suprimento de energia. Caso a tensão aumente, deve-se esperar mais volatilidade nos preços do petróleo, possível pressão adicional sobre a produção e impactos indiretos em mercados de gás e energia em todo o mundo.

Encerro convidando você, leitor, a partilhar sua opinião: como acredita que o desenrolar desse confronto pode afetar o abastecimento de energia, os preços dos combustíveis e a economia global nos próximos dias? Deixe seu comentário, compartilhe sua visão e vamos debater juntos os desdobramentos dessa crise.

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