Justiça suspende comercialização de loteamento irregular em Catu por determinação do MP-BA

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Resumo: a Justiça concedeu liminar determinando a suspensão imediata de qualquer forma de comercialização do empreendimento imobiliário Morada dos Eucaliptos, na fazenda Boi Peba, zona rural de Catu, Bahia, a pedido do Ministério Público do Estado. A medida busca impedir divulgação, venda ou contratação de lotes até que o conjunto de irregularidades seja plenamente regularizado, assegurando transparência e proteção aos compradores.

A decisão proíbe a empresa responsável pelo loteamento de divulgar, ofertar ou celebrar contratos relativos aos lotes por qualquer meio, incluindo redes sociais, plataformas digitais, outdoors e atendimento direto a consumidores. A suspensão permanecerá até a apresentação de licenças válidas e do registro definitivo do empreendimento no cartório competente, conforme determinação judicial. A ordem estabelece ainda que todas as etapas de regularização sejam comprovadas, sob pena de novas sanções.

De acordo com o promotor de Justiça Samory Pereira Santos, a ação teve origem em denúncias que apontavam a implantação do Morada dos Eucaliptos sem cumprir requisitos legais. O MP destaca que o Cartório de Registro de Imóveis, etapa indispensável até a venda de imóveis, conforme a Lei n° 6.766/79, não foi concluído até o momento, abrindo espaço para questionamentos sobre a legalidade da oferta de lotes e a segurança jurídica de eventuais contratos já firmados. A apuração também analisa se houve uso indevido de licenças temporárias ou documentação aquém do previsto na legislação de parcelamento do solo.

O promotor explicou ainda que, embora a empresa tenha adotado medidas parciais, como a obtenção de licença ambiental e a tentativa de regularização, o procedimento de registro imobiliário, etapa final obrigatória, não ocorreu. O MP questiona a validade da Lei Municipal n° 747/2025, alegando que houve aprovação sem audiências públicas, violando o Estatuto da Cidade e os mecanismos de participação popular. Além disso, há a expectativa de que novas avaliações públicas ocorram para legitimar qualquer mudança urbanística pretendida.

A apuração aponta que a divulgação do empreendimento teria começado antes da regularização completa, o que pode colocar em risco compradores e moradores da região caso haja mudanças legais ou exigências adicionais. A decisão permanece até que haja comprovação de licenças válidas, registro definitivo e conformidade com as normas que regem o parcelamento do solo urbano. Em termos práticos, reguladores podem exigir condições adicionais, como revisões técnicas, avaliação ambiental mais robusta e garantias de proteção de áreas de preservação, o que impacta o cronograma de entrega e os valores dos terrenos.

Este caso coloca em foco a importância da regularização imobiliária e da participação da cidade nas decisões urbanísticas. O leitor é convidado a acompanhar os desdobramentos e a deixar a sua opinião sobre como equilibrar desenvolvimento com responsabilidade jurídica e proteção aos compradores.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Pacientes do DF enfrentam fila de até 9 anos por oftalmologia no SUS

Distrito FederalDados do MPDFT mostram que existem pacientes aguardando por uma consulta desde 2017, quase nove anos de espera Resumo: dados do MPDFT mostram...

Presidente da Abeso alerta para riscos de canetas paraguaias e diz que efeitos podem ser imprevisíveis

O alerta chega de Fábio Trujilho, presidente da Abeso, que critica os riscos das canetas emagrecedoras vendidas no Paraguai. Em entrevista exclusiva ao...

Governo publica norma que define novas regras para propagandas de bets

BrasilTodas as propagandas de bets no Brasil deverão vir acompanhadas de alertas semelhantes aos que são estampados nas carteiras de cigarro10/07/2026 23:49, atualizado...