Presidente da CCJ, Otto Alencar diz que não fala com Alcolumbre há 30 dias

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar, afirmou que não conversa há cerca de 30 dias com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, e que a CCJ precisa receber formalmente temas relevantes para iniciar a tramitação. Entre eles estão a PEC da Segurança, aprovada pela Câmara, e a indicação de Jorge Messias ao STF.

Alencar, em entrevista ao Metrópoles, confirmou o distanciamento institucional e disse não saber quando os assuntos serão encaminhados para análise do colegiado. “Tem mais ou menos 30 dias que eu não falo com ele. E também não ligo. Como ele não liga para mim, eu também não ligo, para não ser invasivo”, declarou.

Para que a indicação de Messias avance, a leitura da mensagem no plenário pelo presidente do Senado é etapa necessária para o envio formal à CCJ. Em seguida, caberá a Otto agendar a sabatina e a votação no colegiado. Caso aprovado pela CCJ, o nome segue para a análise no plenário, com o ritmo dependente do encaminhamento da presidência.

O senador afirmou que a tramitação depende do encaminhamento formal por parte da presidência do Senado. “Assim que Davi enviar essa mensagem para a CCJ, vou pautar a sabatina, e Messias vai ter tempo de fazer sua peregrinação de novo. Não depende de mim, e sim de quando vou ter a mensagem em mãos”, disse.

O cenário evidencia como decisões sobre ações constitucionais e vagas no STF costumam depender de rotas institucionais dentro do Senado. A CCJ tem papel central para iniciar a tramitação de propostas relevantes, enquanto o fluxo entre a presidência e a liderança do colegiado pode ditar o ritmo do processo, impactando a agenda de reformas e de indicações relevantes para o período. A dinâmica entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário fica mais visível quando há esse tipo de alinhamento formal entre lideranças.

Para leitores que acompanham a política brasileira, esse movimento reforça como o debate sobre segurança pública e a ocupação de vagas no STF pode seguir dependente de decisões formais da mesa diretora. Como isso poderá influenciar o equilíbrio entre poderes nos próximos meses? Compartilhe seus pensamentos nos comentários e participe da discussão, contribuindo com a leitura crítica sobre os rumos do Senado e suas consequências para a população.

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