Deputado do MDB revela bastidores e reunião com Wagner em Brasília antes de manutenção de Geraldo na vice de Jerônimo

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Após meses de indefinição interna, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), confirmou a manutenção do vice-governador Geraldo Júnior (MDB) na chapa que disputará a reeleição. A decisão foi anunciada na última sexta-feira (3). O movimento sinaliza um avanço na costura da coalizão, com bastidores que revelam uma reunião estratégica em Brasília para alinhavar espaços na chapa, as nominatas e, principalmente, a continuidade da vice.

Em entrevista ao Bahia Notícias na segunda-feira (6), o deputado federal Ricardo Maia (MDB) detalhou os bastidores da penúltima semana do prazo da janela partidária, em um apartamento funcional em Brasília. Segundo Maia, a reunião reuniu a executiva estadual do MDB, lideranças do partido e aliados locais para discutir a força do MDB dentro da chapa, bem como a composição de vagas proporcionais, além de tratar da manutenção da vice.

O encontro contou com a presença do presidente estadual Jayme Vieira Lima, do deputado Rogério Andrade, do vice-governador Geraldo Júnior, do deputado estadual Matheus Ferreira, de prefeitos e de Geddel Vieira Lima. Maia descreveu que a pauta incluiu a avaliação dos espaços do MDB para fortalecer a nominata federal e estadual, além de tratar da permanência ou não do nome na vice.

Ainda segundo o deputado, após o diálogo, o senador Jaques Wagner (PT) foi convidado a participar das tratativas. O MDB apresentou pleitos para compor as vagas proporcionais e reforçou a necessidade de manter um nome do MDB na vice, condicionando a decisão à posição do governo sobre a continuidade de Geraldo Júnior no posto. Maia avaliou que a pressa na definição seria prejudicial, destacando que otimização de nomes é essencial para uma campanha estável.

No relato, Maia ressaltou que a defesa da permanência de Geraldo Júnior na vice não foi apenas uma formalidade: representaria um eixo de continuidade da base governista. O deputado mencionou ainda que houve cobrança por definições claras e que o atraso nessa decisão foi visto como erro político, pois, em política, cada passo pode impactar o eleitorado e a construção de nominatas. O diálogo também abriu espaço para discutir nomes de peso, como Moema, com Wagner atuando como mediador para facilitar o acordo entre as alas envolvidas.

Ao final, Jerônimo Rodrigues sinalizou a consolidação da decisão de manter Geraldo Júnior na vice, valorizando a aliança com o MDB na chapa. A negociação expôs a busca por equilíbrio entre as nominatas e a organização da estrutura da campanha, com o objetivo de manter a coesão da base governista. A participação de Jaques Wagner foi destacada como elemento de apoio institucional para aproximar setores divergentes e manter o ritmo da costura política.

Qual é a sua leitura sobre a manutenção de Geraldo Júnior na vice e a influência das conversas em Brasília na definição de nomes para as nominatas? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe do debate sobre o futuro político da Bahia, mantendo a conversa aberta e respeitosa.

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