Resumo rápido: com o fim do prazo de desincompatibilização, partidos aceleram a definição de candidatos para as eleições de outubro. Onze legendas já anunciaram pré-candidaturas à presidência, em um conjunto que vai de Lula a nomes de trajetórias distintas. As convenções de julho e agosto devem confirmar as candidaturas finais, consolidando um quadro de disputas ainda em construção.
Entre os nomes já anunciados estão Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Aldo Rebelo (DC), Cabo Daciolo (Mobilização Nacional), Augusto Cury (Avante), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara Martins (UP). O universo reflete espaço para diferentes perfis, desde políticos experientes até candidatos com trajetória mais voltada a propostas ou movimentos disruptivos. A confirmação final dependerá das convenções marcadas para julho e agosto.
Lula, líder entre os nomes anunciados, participou de 2022 como o atual presidente que segue na disputa em 2026, buscando o que seria seu sétimo pleito, em perspectiva de quarto mandato. Em 2022, ele obteve 48,43% dos votos válidos no primeiro turno e 50,90% no segundo turno, consolidando sua vitória. A trajetória recente reforça a intenção de manter a liderança na corrida ao Palácio do Planalto.
Jair Bolsonaro, que estava na Presidência em 2022, apareceu com 43,20% dos votos válidos no primeiro turno naquela eleição e foi para o segundo turno, mas acabou derrotado por Lula. No cenário atual descrito, Bolsonaro teria sido preso no que foi reportado como condenação a 27 anos por tentativa de golpe e outros crimes, cumprindo regime de prisão domiciliar. Ele indicou seu filho Flávio para concorrer pela liderança do PL no pleito.
Simone Tebet, do MDB em 2022, ficou em terceiro lugar, com 4,16% dos votos válidos. Após apoiar Lula no segundo turno, assumiu o cargo de ministra do Planejamento. Recentemente, deixou o MDB, migrou para o PSB e vai concorrer a uma vaga no Senado por São Paulo, mantendo o magnetismo de uma candidata com experiência no governo e na política legislativa.
Ciro Gomes, então no PDT, disputou pela quarta vez em 2022 e ficou na quarta posição com 3,04% dos votos válidos. Após o pleito, afastou-se do cenário político tradicional. Em 2026, ingressou no PSDB e anunciou a intenção de disputar o governo do Ceará, onde já exerceu o cargo entre 1991 e 1994, antes de deixar o poder estatal para assumir a condução da política econômica do país.
Soraya Thronicke, senadora pelo Mato Grosso do Sul em 2022, disputou a presidência pelo União Brasil e somou 0,51% dos votos válidos no primeiro turno. No ano seguinte, trocou o União Brasil pelo Podemos e, recentemente, integrou o PSB na tentativa de manter a trajetória de reeleição ao Senado.
Felipe D’Avila, representante do Novo, não possuía cargos públicos em 2022, quando obteve 0,47% dos votos válidos. Desde então, retornou ao mundo empresarial e à direção do Centro de Liderança Pública (CLP), além de ter publicado obras como “Vire à Direita, Siga em Frente”.
Padre Kelmon, filiado inicialmente ao PTB, apareceu na chapa como vice de Roberto Jefferson. Com a impugnação da candidatura de Jefferson, Kelmon tornou-se candidato a presidente. Ele, que participou do movimento Foro do Brasil, migrou para o PL e deve concorrer a deputado federal pelo Estado de São Paulo.
Léo Péricles, ativista mineiro que disputou a presidência em 2022 pela Unidade Popular, que só teve o registro homologado em 2019, obteve 0,05% dos votos válidos. Hoje, é presidente da UP e ainda não definiu se disputará novamente algum cargo nas eleições atuais.
Sofia Manzano, economista e professora, foi candidata em 2022 pelo PCB, com 0,04% dos votos válidos. Ela continua ativamente ligada ao PCB e leciona Economia na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Até o momento, não há definição sobre nova candidatura.
Vera Lúcia, operária sapateira de Pernambuco, candidatou-se a presidente pelo PSTU em 2022, atingindo 0,02% dos votos válidos. Em 2026, é pré-candidata a governadora pelo PSTU no Estado de São Paulo, mantendo atuação política de base comunitária e atuação em múltiplas eleições.
Eymael, da Democracia Cristã, disputou a presidência pela sexta vez em 2022, obtendo 0,01% dos votos válidos. Aos 86 anos, não deverá disputar a presidência em 2026, conforme o cenário descrito, mantendo a linha de atuação na liderança do DC até recentemente.
Observa-se, ainda, que as convenções de julho e agosto são o momento-chave para consolidar as candidaturas e confirmar o desenho final da corrida presidencial. O conjunto apresentado mostra um leque diverso de perfis e propostas, sinalizando que a disputa de 2026 pode ampliar a distância entre o status quo e novas propostas, com impactos para o cenário político em todo o país.
E você, leitor, como enxerga esse fortalecimento de candidaturas até as convenções? Quais nomes chamam mais a sua atenção e por quê? Deixe seu comentário com a sua visão sobre o que esperar das próximas etapas da campanha e quais temas devem pautar o debate público nas próximas semanas. Sua opinião ajuda a entender o pulso da democracia em nossa cidade.
