Resumo: um médico de São Paulo, Bibiano Alcântara da Silva Lavezzo, está sob investigação por envolvimento em agressões que precederam a morte de Wagner Matheus de Souza no Aricanduva. Além disso, ele é alvo de apurações por ataques a uma enfermeira e a um vigilante no Hospital Municipal Doutor Ignacio Proença de Gouvêa, na Mooca, e possui histórico de violência que já resultou em outros casos de violência no Mato Grosso do Sul. O caso envolve prisões, liberdades provisórias, investigação policial e a atuação da Secretaria de Segurança Pública, com relatos contraditórios sobre as circunstâncias da morte.
Segundo boletim, Lavezzo teria usado uma base de ferro utilizada para soro para atacar as vítimas no hospital, enquanto apresentava comportamento agressivo e injustificado. A enfermeira e o vigilante foram atendidos no local e passam bem. O hospital confirmou que o médico foi transferido para outra unidade, cuja localização não foi divulgada, e não fica claro se o incidente ocorreu antes ou depois da morte de Wagner Matheus de Souza, ocorrida no Aricanduva, na zona leste.
O histórico de violência do médico é citado pelas autoridades. Em Mato Grosso do Sul, conforme o Metrópoles, Lavezzo seria suspeito de tentativa de homicídio após esfaquear um empresário que interveio em uma situação de feminicídio. O empresário conseguiu desarmar o médico, que foi flagrado fugindo de barco pelo Rio Paraná, ainda com a faca na mão, segundo registros da época. Em depoimento, a vítima disse ter tentado desarmar o médico e acabou atingida na região das nádegas.
O caso envolvendo o empresário ocorreu na Ilha das Pedras, em Aparecida do Taboado, no Mato Grosso do Sul. As informações indicam que, após agredir e tentar atacar uma namorada, o médico teria ido embora de barco pela região. O vídeo citado nas reportagens mostra o momento da fuga e reforça a complexidade das diligências realizadas pelas autoridades locais.
Em Ilha Solteira, no noroeste de São Paulo, a Polícia Civil efetuou a prisão de Lavezzo. Ele acabou solto e hoje responde em liberdade pelos crimes de ameaça, injúria, lesão corporal e violência doméstica, mantendo assim o histórico de ocorrências que acompanharam sua atuação em diferentes estados. A investigação sobre os crimes no Mato Grosso do Sul, a que se soma o inquérito policial instaurado no 41º Distrito Policial (Vila Rica) em São Paulo, aponta para a necessidade de esclarecimento total dos fatos, com diligências em curso e a análise de laudos periciais.
No caso da morte de Wagner Matheus de Souza, de 25 anos, as informações indicam que os fatos teriam ocorrido quando o médico alegou reagir a uma suposta tentativa de assalto perto de um conjunto habitacional de prédios. Lavezzo afirmou que o alvo era uma agressão de uma pessoa próxima, mas não forneceu detalhes sobre o suspeito nem sobre objetos de valor que pudessem corroborar essa versão. A família de Souza sustenta que a vítima morreu ao tentar intervir na briga entre o médico e um conhecido dele.
A SSP informou que a apuração está em andamento pelo inquérito policial aberto pelo 41º Distrito, com diligências em andamento e a espera do laudo pericial para o total esclarecimento dos fatos. O Metrópoles também destacou a dificuldade em localizar a defesa de Lavezzo para comentar o caso, mantendo aberta a possibilidade de novas informações surgirem conforme o processo avança. Observando o conjunto de ocorrências, a investigação busca traçar com clareza o papel do médico nos episódios e as circunstâncias que levaram aos desfechos trágicos.
Como leitor interessado, fica a pergunta sobre os próximos desdobramentos deste caso: quais serão os novos elementos que as autoridades vão reunir, e como a justiça apresentará os relatos divergentes entre as versões da defesa e dos acontecimentos? Comente abaixo a sua leitura sobre os impactos dessa sequência de ocorrências para a segurança pública na cidade e para a confiança da população nas instituições. Sua opinião é importante para o debate público e para a compreensão das mudanças que a investigação pode exigir.
