TJ-BA mantém prisão de Oyama Figueiredo, ex-presidente da Câmara de Feira, acusado de grilagem de terras

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O Tribunal de Justiça da Bahia negou, por unanimidade, o habeas corpus apresentado pela defesa de Oyama de Figueiredo, ex-presidente da Câmara de Vereadores de Feira de Santana. A decisão foi proferida pela Segunda Turma da Primeira Câmara Criminal e mantém a ordem de prisão no bojo de investigações sobre uma organização criminosa que atuava em três frentes: cartórios, setor imobiliário e empresarial, além de participação na segurança pública. A apuração aponta que o grupo utilizava recursos ilícitos para ampliar seu poder e controlar áreas sensíveis da cidade.

Segundo as investigações do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o esquema envolvia o uso de documentos falsos e a participação de agentes públicos para a posse irregular de imóveis. As apurações indicam ainda que as vítimas eram alvo de ameaças e pressão psicológica, com relatos de intimidações dentro de uma delegacia, praticadas por integrantes do grupo, incluindo um familiar do investigado. Essas ações demonstram uma engrenagem que combinava fraude documental, abuso de poder e violência psicológica para obter vantagens econômicas.

A defesa de Oyama de Figueiredo solicitou a substituição da prisão preventiva por detenção domiciliar, alegando problemas de saúde do advogado responsável pela defesa, como doença cardíaca e Alzheimer, além de sua idade avançada. A Ordem dos Advogados do Brasil na Bahia (OAB-BA) também se manifestou para defender as prerrogativas da advocacia, sustentando que o ex-presidente deveria permanecer em local adequado, ressaltando a ausência de uma Sala de Estado Maior disponível na região para receber o profissional e assegurar condições mínimas de defesa.

Conforme o portal Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, a defesa argumenta que a condição de saúde do advogado e a complexidade do caso justificariam a prisão domiciliar, especialmente diante das limitações logísticas e sanitárias da região. O contexto do processo envolve uma rede criminosa que, segundo as investigações, servia-se do aparato público para ampliar seus golpes, afetando diretamente moradores e interessados em imóveis e negócios na cidade, além de colocar em risco a integridade de funcionários públicos que trabalhavam com os procedimentos investigados.

A decisão do TJ-BA reforça o foco das autoridades no combate a práticas ilícitas que envolvem fraude documental, coerção e corrupção de agentes públicos, evidenciando a necessidade de medidas firmes para coibir esse tipo de atuação e proteger o funcionamento ordenado dos setores de cartórios, imobiliário e empresarial, bem como a segurança pública local. O andamento do caso deverá continuar a ser acompanhado pelas autoridades e pela população, que busca respostas sobre responsabilização e prevenção de novos episódios semelhantes.

A situação levanta um debate importante sobre governança, fiscalização e a proteção de vítimas em cenários de influência de políticos com atuação em múltiplos setores da cidade. Como leitor, reflita sobre a eficácia dos mecanismos de controle e a importância de decisões judiciais firmes para evitar a repetição de crimes que combinam fraude, pressão psicológica e envolvimento de agentes públicos. Compartilhe suas opiniões e experiências nos comentários para enriquecer o diálogo sobre justiça, transparência e segurança na região.

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