O maior erro de quem entra no mercado cripto não é técnico, é comportamental

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Resumo curto: uma análise recente aponta que, no mercado de cripto, o maior desafio não é tecnológico, e sim humano. O CEO da Financial Move, Tasso Lago, afirma que a mentalidade de buscar ganhos rápidos continua a levar investidores a erros comuns, destacando a importância de disciplina, gestão de risco e visão de longo prazo para evitar perdas e construir patrimônio ao longo do tempo.

Em entrevista ao Jovem Pan Business, Lago reforça que o brasileiro, ao entrar no mundo das criptomoedas, ainda atua com a esperança de ficar rico de forma rápida, quase como uma Mega-Sena. Mesmo com o crescimento do setor, o padrão persiste: ingressos marcados pela euforia e saídas durante as quedas, o que resulta em prejuízos que poderiam ser evitados com planejamento.

Para o executivo, o erro não está na seleção de ativos, mas na falta de disciplina, de gestão de risco e de uma estratégia de longo prazo. “Vence quem pensa no longo prazo”, resume. Existe, assim, um desalinhamento entre as expectativas e a realidade prática de quem opera no mercado: muitos entram confiantes, mas ainda não dominam conceitos básicos como risco, diversificação e controle emocional.

Essa dinâmica impulsiona decisões mais arriscadas. Um exemplo citado é o chamado “trade da vingança”, quando o investidor tenta recuperar rapidamente uma perda aumentando a exposição. Lago explica que o cérebro busca sair da dor de perder dinheiro, o que leva a escolhas impulsivas que agravam a situação. Outro equívoco comum é concentrar recursos em ativos mais voláteis, trocando planejamento por apostas.

Inclusive, a leitura distorcida de ganhos aparece com frequência. Um investidor pode ver que o valor saiu de R$ 10 mil para R$ 30 mil e, ao recuar para R$ 25 mil, sentir a perda de R$ 5 mil como se fosse o saldo total, ignorando o ganho acumulado ao longo do caminho. Esse viés emocional dificulta a construção de patrimônio ao longo do tempo.

Do lado das empresas, o grande desafio não é apenas crescer, mas manter o cliente engajado no caminho. Lago destaca que, quando o mercado está em alta, a vontade de estudar costuma diminuir em favor do ganho rápido. Nesse cenário, a inteligência artificial ganhou protagonismo: para muita empresa, adotar IA deixou de ser diferencial e passou a ser essencial para manter competitividade e eficiência.

Apesar da volatilidade, o executivo acredita que o mercado de cripto continuará a crescer nos anos vindouros, impulsionado pela maior integração com o sistema financeiro tradicional e pela atuação de grandes players globais. Contudo, ele lembra que o principal risco continua sendo o comportamento de quem investe, não apenas as oscilações de preço. Em resumo, os mercados avançam, mas são as decisões humanas que definem o sucesso ou o fracasso do investidor.

Para você, leitor, qual é o maior desafio ao começar a investir em cripto? Compartilhe sua experiência, opiniões ou dúvidas nos comentários e vamos debater juntos como adotar hábitos mais responsáveis e eficientes no mercado.

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